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Inflação

Com altas em mensalidades escolares e cigarros, ICV tem maior taxa desde 2003

Índice calculado pelo Dieese na cidade de São Paulo subiu 1,95% em janeiro; em 12 meses, está acumulado em 6,23%
por Redação RBA publicado 10/02/2014 13h05
Índice calculado pelo Dieese na cidade de São Paulo subiu 1,95% em janeiro; em 12 meses, está acumulado em 6,23%
Bruno Poletti/Folhapress
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O grupo Educação e Leitura variou 7,63% no primeiro mês do ano e contribuiu com 0,61 ponto percentual

São Paulo – Puxado pelo aumento das mensalidades escolares, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, teve variação de 1,95%, a maior desde 2003. Segundo o instituto, o indicador continua “seguindo trajetória de alta, que reflete a sazonalidade dos meses de janeiro”. O ICV havia ficado em 0,44% em dezembro e 1,77% em janeiro do ano passado. Além dos preços no setor de educação, o Dieese também apurou altas em habitação e alimentação, além de aumento significativo no preço do cigarro.

Em 12 meses, o ICV está acumulado em 6,23%. A inflação cresce à medida que aumenta o poder aquisitivo: 4,76% para as famílias do primeiro estrato (de menor renda), 5,5% no segundo (intermediário) e 6,97% no terceiro.

O grupo Educação e Leitura variou 7,63% no primeiro mês do ano e contribuiu com 0,61 ponto percentual para o índice. “O subgrupo referente à educação variou 7,97% e os itens com as maiores taxas foram: educação infantil e ensino fundamental, com variações superiores a 10,00%, seguidos do ensino médio (9,38%) e universitário (8,11%); os livros didáticos aumentaram 7,68%”, informa o instituto.

Com alta de 1,94%, o grupo Habitação teve como destaques as elevações de serviço domésticos (7,12%), condomínio (4,21%) e água (3,13%). O grupo, que tem peso de 22% na taxa total, contribuiu com 0,43 ponto para o resultado de janeiro.

Em Transporte (0,54%), o item transporte individual subiu 0,63% e o coletivo, 0,35%. No primeiro caso, destaque para os combustíveis, com alta de 0,5%. No segundo, o transporte escolar teve variação de 7,83%.

Alimentação, que tem o maior peso na composição do ICV (31%), variou 1,38% e também contribuiu com 0,43 ponto no mês passado. As hortaliças subiram 7,03%, com destaque para couve-flor (17,43%), escarola (7,61%) e alface (6,94%), enquanto as frutas tiveram alta de 4,06% - com variações de 12,1% na laranja, 10,71% no abacaxi, 10,49% no melão e 9,48% na maçã e quedas de 25,66% no abacate, 11,99% na uva e 10,04% no limão.

Entre outros produtos, o preço da cebola aumentou 19,23% e o da cenoura, 15,75%. Já o da batata recuou 3,95%. A carne bovina subiu 3,55%.

Despesas Pessoais registrou alta de 6,68%. A alta foi puxada pelos cigarros, que subiram 12,57%.

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