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IBGE: taxa média de desemprego de 2013 é a menor da série histórica

Índice de 5,4% representa o quarto recuo seguido. Taxa de dezembro também foi a menor da série. Em dez anos, número de desempregados caiu pela metade e renda aumentou quase 30%. Formalização é recorde
por Redação RBA publicado 30/01/2014 09h01, última modificação 30/01/2014 13h07
Índice de 5,4% representa o quarto recuo seguido. Taxa de dezembro também foi a menor da série. Em dez anos, número de desempregados caiu pela metade e renda aumentou quase 30%. Formalização é recorde
abr / arquivo rba

São Paulo – A taxa média de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) foi de 5,4% em 2013, a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2003. O resultado, divulgado na manhã de hoje (30) pelo instituto, mostra taxa próxima à do ano anterior (5,5%) e representa o quarto recuo seguido, com 6,7% em 2010 e 6% em 2012 – e sete pontos percentuais a menos ante 2003 (12,4%). Apenas em dezembro, a taxa foi de 4,3%, também a menor da série.

O total de ocupados, estimado em 23,116 milhões na média anual, cresceu 0,7% no ano. Na comparação com 2003, aumentou 24,8%. Já o número de desempregados (1,318 milhão) recuou 0,1%, o correspondente a 20 mil a menos. Em relação a 2003, a queda chega a 49,5%. Em dez anos, são 4,6 milhões de ocupados a mais e 1,3 milhão de desempregados a menos.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 11,627 milhões, 236 mil a mais em relação a 2012, alta de 2%. Na média do ano, a participação desse segmento no total de ocupados bateu recorde e atingiu 50,3%, ante 49,2% em 2012. Eles representavam 39,7% em 2003.

Já o rendimento médio foi estimado em R$ 1.929,03, crescimento de 1,8%. Também na comparação com 2003, o poder de compra aumentou 29,6%. Mas o IBGE segue verificando disparidades: em 2013, o rendimento médio das mulheres (R$ 1.614,95) representa 73,6% do recebido pelos homens (R$ 2.195,30). Em 2007, no menor nível, a proporção era de 70,5%.

Os trabalhadores de cor preta ou parda, na classificação do instituto, ganhavam em média pouco mais da metade (57,4%) do que os brancos – R$ 1.374,79 e R$ 2.396,74, respectivamente. Essa proporção era de 56,1% em 2012 e de 48,4% em 2003.

A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos. Em 2013, em média, as mulheres ganhavam em torno de 73,6% do rendimento recebido pelos homens (R$ 1.614,95 contra R$ 2.195,30). A menor proporção foi a registrada em 2007, de 70,5%.

A massa de rendimentos dos ocupados (R$ 45 bilhões) cresceu 2,6% em relação ao ano anterior e 61,1% em dez anos.

Entre os ocupados, 54% (12,5 milhões) são homens e 46% (10,6 milhões), mulheres. A participação feminina aumentou: era de 43% em 2003. O percentual de ocupados que contribuíam para a previdência atingiu o maior nível em 2013 (74,4%). Eram 72,8% em 2012 e 61,2% dez anos atrás. Nesse período, o acréscimo foi de 5,9 milhões de pessoas, para um total de 17,2 milhões.

A presença da população com 11 anos ou mais de estudo subiu de 62,2%, em 2012, para 63,8%. Essa participação era de 46,7% em 2003.

Quanto à jornada, a média dos ocupados no ano passado foi de 40,1 horas semanais, ante 40,3 horas há dez anos.

Na tabela abaixo, as médias anuais do desemprego medido pelo IBGE

2003 12,4%
2004 11,5%
2005 9,9%
2006 10,0%
2007 9,3%
2008 7,9%
2009 8,1%
2010 6,7%
2011 6,0%
2012 5,5%
2013 5,4%