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Mercado de trabalho

Com leve recuo, taxa de desemprego é a menor para o mês de outubro

Índice também é o menor do ano, segundo a pesquisa do IBGE. Média anual é a mais baixa da série histórica. Emprego formal e rendimento sobem na comparação anual
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 21/11/2013 09h04, última modificação 21/11/2013 09h34
Índice também é o menor do ano, segundo a pesquisa do IBGE. Média anual é a mais baixa da série histórica. Emprego formal e rendimento sobem na comparação anual

São Paulo – A taxa média de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas manteve em outubro tendência de estabilidade e ficou em 5,2%, próxima tanto da de setembro (5,4%) como de outubro do ano passado (5,3%). Foi a menor para esse mês na série histórica, iniciada em 2002. Também é a mais baixa do ano, segundo os dados divulgados na manhã de hoje (21) pelo instituto.

O total de desocupados foi estimado em 1,270 milhão, 58 mil a menos do que em setembro (-4,4%) e 44 mil a menos na comparação com outubro de 2012 (-3,3%). O número de ocupados (23,279 milhões) ficou praticamente estável, 0,4% acima no mês (acréscimo de 85 mil) e 0,4% abaixo em 12 meses (87 mil a menos).

A economia tem criado menos vagas, mas o ritmo mais fraco de entrada de pessoas no mercado de trabalho também ajuda a segurar a taxa de desemprego. A população economicamente ativa (PEA) praticamente não saiu do lugar de setembro para outubro, com variação de 0,1% (27 mil a mais). Em 12 meses, recua 0,5% (menos 130 mil).

Consideradas as médias anuais, de janeiro a outubro, a de 2013 também é a menor da série: 5,6%, um pouco abaixo de igual período de 2012 (5,7%). Com exceção do período 2008-2009, as taxas de desemprego vêm caindo nos dez últimos anos.

Também em menor ritmo, o emprego formal mantém tendência de crescimento. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 11,875 milhões no mês passado, praticamente sem variação (0,5%) ante setembro. Na comparação anual, cresce 3,6%, o correspondente a 414 mil postos de trabalho a mais.

Os empregados sem carteira (2,143 milhões em outubro) caem 2,7% no mês (menos 59 mil) e 12,6% em 12 meses (308 mil a menos). Em relação a outubro de 2012, a participação dos sem carteira no total dos ocupados caiu de 10,5% para 9,2%, enquanto a dos com carteira aumentou de 49,1% para 51%.

O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.917,30) também foi considerado estável pelo IBGE, em relação a setembro (-0,1%). Em 12 meses, cresce 1,8%. A massa de rendimentos, estimada em R$ 45,1 bilhões, fica estável no mês e sobe 1,4% na comparação com outubro de 2012.

Ante outubro do ano passado, o emprego fica estável, segundo análise do IBGE, na maioria dos setores: variações de -2,4% na indústria (menos 89 mil vagas), -4% na construção civil (menos 75 mil), 1% no comércio (mais 42 mil), 1,5% nos serviços prestados a empresas (mais 55 mil), 3,1% em educação, saúde e administração pública (mais 122 mil) e -0,9% em outros serviços (-36 mil). Em serviços domésticos, cai 8,4%, com 127 mil trabalhadores a menos.

Entre as regiões pesquisadas, o instituto não observou variação considerada significativa no mês. Já em relação a outubro do ano passado, a taxa sobe de 7% para 9,1% em Salvador e cai de 3,9% para 3% em Porto Alegre, menor índice da série histórica. As taxas médias atingiram 4,1% em Belo Horizonte, 6,1% em Recife, 4,1% no Rio de Janeiro e 5,6% em São Paulo – nos dois últimos casos, as menores para outubro.