Campo de LIbra

Manifestantes furam bloqueio e são repelidos com bombas de gás

Força de Segurança Nacional e Exército fecham área onde ocorrerá primeira leilão para exploração de reservas do pré-sal

Tânia Rêgo / ABr

Manifestações contra leilão do campo de Libra, no Rio. Tensão desde as primeiras horas do dia

Rio de Janeiro – Com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, agentes de segurança dispersaram manifestantes contrários ao leilão do Campo de Libra. Eles derrubaram há pouco as grades do primeiro bloqueio montado pela Força Nacional para isolar a área do Hotel Windsor, na Barra, na zona oeste do Rio, onde serão feitas as propostas pelas reservas de petróleo.

Nesta tarde, o hotel receberá as propostas dos consórcios que se formarem a partir das 11 empresas habilitadas a participar do leilão para a partilha do Campo de Libra, que detém a maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil, com entre 8 e 12 bilhões de barris de óleo.

Pela regra do leilão, a Petrobras terá no mínimo 30% de participação e será a operadora do campo. Ganhará o direito a explorar a área o consórcio que oferecer a maior participação do lucro-óleo à União, sendo o percentual mínimo de 41,65%. As empresas vencedoras terão que depositar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões.

Os manifestantes estão se concentrando na Praça do Ó, que fica a dois quarteirões do hotel, com bandeiras de partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais.

Os cerca de 1.100 homens da Força Nacional e do Exército fazem dois bloqueios entre o hotel e a praça. Eles estão posicionados em frente às grades colocadas para impedir a chegada dos manifestantes ao local. O bloqueio chega, inclusive, à areia da praia. No mar, dois navios da Marinha estão posicionados na direção do hotel.

Até as 10h, os militares estavam permitindo a passagem de banhistas e moradores pelo mar, mas agora o acesso está totalmente fechado. “A ordem que tenho é não autorizar a passagem de mais ninguém pela área bloqueada”, disse o capitão  Serra

Baixada Santista

Mais de 4 mil trabalhadores terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) paralisaram as atividades hoje, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP). Os demais petroleiros com contrato direto já tinham aderido à greve nacional dos petroleiros pelo mesmo motivo, na última sexta-feira (18).

Além paralisar as atividades, os trabalhadores bloquearam por uma hora os dois sentidos da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, próximo à entrada do Portão 10 da refinaria, liberando as pistas pouco depois das 8h. O ato contou com representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, da CSP-Conlutas e de outras entidades sindicais que, igualmente, são contrárias à privatização.

De acordo com nota do Sindipetro-LP, a greve deve durar o dia todo e o movimento atinge outas unidades como os terminais Pilões, em Cubatão, e Alemoa, em Santos, além dos prédios administrativos da Petrobras em Santos.

No Litoral Norte, a greve por tempo indeterminado conta com a adesão dos trabalhadores da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba, e do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião. Em alto-mar, na Bacia de Santos, os petroleiros embarcados das plataformas de Merluza e Mexilhão também participam dos protestos.

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