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Rais 2012

Diferenças de salário no mercado formal de trabalho diminuem em 2012

Mas a diferença entre o maior e o menor rendimento ainda é de 166%. Por regiões, Norte e Nordeste avançam mais e, por setores, extrativo-mineral é o que apresenta melhor situação
por Redação RBA publicado 11/10/2013 14h25
Mas a diferença entre o maior e o menor rendimento ainda é de 166%. Por regiões, Norte e Nordeste avançam mais e, por setores, extrativo-mineral é o que apresenta melhor situação
Arquivo ABr
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Apesar da alta de 7,66%, a agricultura segue como setor com pior rendimento médio, de R$ 1.219,95

São Paulo – Os resultados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), embora revelem perda de dinamismo no mercado de trabalho formal, com criação de empregos menor em 2012, também mostram certa redução da disparidade salarial no país. Mas a distância ainda é grande. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a diferença entre o maior e o menor rendimento passou de 180,44%, em 2011, para 166%.

Os aumentos de rendimento foram maiores nas regiões Norte e Nordeste. Neste segundo caso, que concentra os menores rendimentos, reduziu-se a diferença para o Centro-Oeste, que tem a maior média. No recorte por gênero, a diferença entre ganhos de mulheres inverteu tendência e teve ligeira alta.

A média brasileira em 2012 foi de R$ 2.080,07, com crescimento de 2,9% sobre o ano anterior. O rendimento subiu 3,80% no Norte, 3,65% no Nordeste, 3,51% no Sul, 2,62% no Sudeste e 1,81% no Centro-Oeste, que ainda tem a maior média: R$ 2.497,67, puxado pelo Distrito Federal (R$ 4.011,17, com queda de 1,53% no ano). A segunda é do Sudeste: R$ 2.22,85%). Em seguida, vêm as regiões Norte (R$ 1.949,37), Sul (R$ 1.944,88) e Nordeste (R$ 1.652,61).

A distância de 166% se obtém na comparação entre a maior remuneração, do Distrito Federal, com a menor, do Ceará (R$ 1.508,05).

O rendimento médio dos homens cresceu 3,35%, para R$ 2.250,40, enquanto o das mulheres aumentou 2,62%, para R$ 1.850,26. Com isso, a participação do rendimento feminino em relação ao masculino recuou no ano passado, para 82,22%, ante 82,8% em 2011 e 82,78% em 2010.

A Rais detectou também crescimento da renda maior para trabalhadores com menor escolaridade, que ao mesmo tempo vêm reduzindo sua participação no mercado de trabalho. A maior alta percentual em 2012 foi para empregados com até o quinto ano incompleto (6,19%) e o menor, para aqueles com superior completo (0,06%). Para a maior faixa numericamente, aquela com ensino médio completo, a renda subiu 1,36% e somou R$ 1.576,16. Vai a R$ 993,73 no caso dos analfabetos e a R$ 4.595,67 para trabalhadores com superior completo.

Entre os setores, o maior rendimento é do extrativo-mineral (R$ 4.298,94), que cresceu 5,77% em 2012. O menor é da agricultura, R$ 1.219,95, que teve a maior alta percentual (7,66%). A renda média é de R$ 2.083,82 na indústria de transformação (elevação de 2,61%), R$ 2.028,49 nos serviços (2,1%), R$ 1,749,09 na construção civil (3,67%) e R$ 1.400,83 no comércio (5,53%).

O salário cresce em estabelecimentos de maior porte (acima de mil empregados) e atinge R$ 2.983,07. É menor nas empresas com até quatro funcionários (R$ 1.060,18). Mas a alta foi maior no segundo caso (5,42%) do que no primeiro (3,04%).