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Investigação

'Não acreditem nos boatos', pede Dilma sobre o Bolsa Família

A presidenta classificou como ‘desumana’ e ‘criminosa’ a falsa notícia sobre o fim do programa, espalhada no último sábado (18), e informou que a Polícia Federal vai investigar o caso
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 20/05/2013 15h12, última modificação 21/05/2013 17h35
A presidenta classificou como ‘desumana’ e ‘criminosa’ a falsa notícia sobre o fim do programa, espalhada no último sábado (18), e informou que a Polícia Federal vai investigar o caso
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma

Dilma afirmou que indústria naval esta 'em crescimento acelerado'

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (20), na cerimônia que marcou o início da operação do navio petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca (PE), que os brasileiros não acreditem nos pessimistas. "Não acreditem nos boatos.” O apelo remete à falsa notícia espalhada no último sábado (18), dando conta que o governo federal deixaria de pagar o benefício do Bolsa Família. O boato levou milhares de pessoas às agências da Caixa Econômica Federal, principalmente no Nordeste.

“O compromisso do governo com o Bolsa Família é forte, profundo e definitivo. Nós não abriremos mão”, disse a presidenta. “Nós temos muito orgulho de ter conseguido que todos esses 36 milhões de brasileiros recebam o mínimo de renda e quero dizer para vocês que esse dinheiro do governo é sagrado. Nós iremos garantir sempre esse recurso, enquanto for necessário e enquanto tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza.”

Dilma classificou o boato como “criminoso” e “desumano”. “Por isso, colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha por objetivo levar a intranquilidade para milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza”, disse, durante inauguração do petroleiro Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlântico Sul.

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Indústria naval

A presidenta afirmou que a indústria naval vai crescer no Brasil nos próximos anos, assim como a extração de petróleo. “Não queremos só ser um produtor de petróleo e gás, mas de plataformas, navios e equipamentos”, disse. “Essa indústria é uma indústria em crescimento acelerado. Hoje soma quase 400 obras. Temos a terceira maior carteira de encomenda de petroleiros do mundo. Tem a vontade política do governo brasileiro de transformar o nosso país em uma grande nação.”

Segundo Dilma, o Brasil chegou a ser a segunda potência naval do mundo nos anos 1980, mas foi achatada pelas políticas neoliberais da década seguinte, “que tinha destruído a indústria naval e reduzido seu número de trabalhadores a 2 mil (hoje são 54 mil), que basicamente faziam a manutenção e não construíam mais.”

“Naquela época, em 2003 (quando o ex-presidente Lula assumiu seu primeiro mandato), diziam para nós que o Brasil não conseguiria construir navios. Insistiam sistematicamente na nossa incapacidade”, disse. “Nós sabíamos que era fundamental a capacidade de construir navios como este, de porte grande. Por isso, a preocupação do governo é produzir aqui, senão íamos importar navios e exportar empregos. Muito felizes ficariam os países da indústria naval que, ao contrário de nós, sobreviveram aos anos 1980 e 1990.”

Dilma afirmou que a indústria naval está crescendo de forma descentralizada, para além do pólo de Pernambuco. “Temos outro pólo na Bahia e um pólo no Espírito Santo. Hoje a indústria naval brasileira perpassa todos esses estados e regiões e leva desenvolvimento para todos eles.”

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