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IPCA-15 cede em maio e tem menor taxa do ano; em 12 meses, segue acima de 6%

Preço do tomate, vilão das últimas medições, teve queda 12%, assim como vários outros alimentos; principais aumentos vieram do grupo de remédios
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 22/05/2013 09h53, última modificação 22/05/2013 10h11
Preço do tomate, vilão das últimas medições, teve queda 12%, assim como vários outros alimentos; principais aumentos vieram do grupo de remédios
©Flávio japa/fotoarena/folhapress
tomate inflação

Preço do tomate caiu 12% na prévia de maio

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) variou 0,46% em maio, na menor taxa do ano. O índice foi de 0,51% tanto em abril de 2013 como em maio de 2012. Com o resultado, o IPCA-15 está acumulado em 3,06% no ano, ante 2,39% em igual período de 2012. Em 12 meses, vai a 6,46%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,51%).

Segundo o IBGE, que divulgou os resultados hoje (22) pela manhã, o principal impacto do mês – 0,10 ponto percentual – veio dos remédios. “A alta de 2,94% em maio após a de 0,93% em abril refletiu o reajuste vigente desde 4 de abril, que variou de 2,70% a 6,31% conforme a classificação do medicamento”, informou o instituto. No ano, a variação chega a 4,18%. Por causa desse item, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve a taxa mais elevada, passando de 0,63% para 1,30%.

Os alimentos aumentaram 0,47%, bem abaixo do mês anterior (1%). De acordo com o IBGE, vários produtos tiveram queda de preço em maio, “alguns muito importantes na alimentação das famílias”, como açúcar refinado (-6,46%), açúcar cristal (-2,37%), óleo de soja (-2,23%), café (-1,92%), arroz (-1,78%), frango (-1,72%) e carnes (-0,75%). Apontado recentemente como “vilão” dos preços, o tomate registrou queda de 12,42%.

Entre os produtos com alta, estão feijão carioca (10,13%), cebola (5,63%), batata-inglesa (5,45%), leite em pó (3,32%), leite longa vida (3,14%), frutas (2,33%) e pão francês (1,50%). Com os resultados, o impacto do grupo recuou de 0,24 para 0,12 ponto percentual.

O grupo Habitação passou de 0,68% para 0,72% e Vestuário foi de 0,44% para 0,76%. O IBGE também apurou queda em Transportes, de -0,01% para -0,03%, com destaque para a variação de tarifas aéreas (-3,41%), ônibus urbano (-0,43%) e gasolina (-0,36%).

Entre as regiões, o maior índice foi a da região metropolitana de Recife (0,76%), “onde os preços dos alimentos subiram 1,33%, bem acima da média de 0,47%, que considera todas as regiões pesquisadas”. O menor foi apurado em Salvador (0,23%), “sob influência das tarifas dos ônibus urbanos, cuja variação apropriada foi de -4,06% em razão da redução pela metade, desde 31 de março, do valor cobrado aos domingos”. O IPCA-15 variou 0,50% em Belo Horizonte e também em Brasília, 0,69% no Rio de Janeiro e 0,43% em São Paulo.

O índice, calculado no período de 13 de abril a 14 de maio, refere-se a famílias com rendimento de 1 a 40 mínimos e abrange nove regiões metropolitanas, além das cidades de Brasília e Goiânia. Tem a mesma metodologia do IPCA, cujo resultado deste mês será divulgado em 21 de junho.

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