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Itaú Unibanco lidera ranking do Procon de reclamações dos consumidores paulistas

por Redação da RBA publicado 12/03/2013 19h06, última modificação 12/03/2013 19h37

Banco também está entre os dez com maior número de reclamações por percentual de não atendimento (Foto: Divulgação)

São Paulo – A Fundação Procon-SP divulgou hoje (12) a lista das empresas com maior número de reclamações em 2012, em que figuram nos primeiros lugares Itaú Unibanco, Claro, Bradesco, Vivo, Americanas.com, BV, Carrefour, Grupo Oi, Eletropaulo e Santander Real. O órgão, vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, efetuou no ano passado 602.611 atendimentos, entre reclamações, consultas e pedido de orientações, registrando queda de 17% em relação ao levantamento de 2011. Desse total, 29.697 transformaram-se em reclamações fundamentadas.

No levantamento por área, a de produtos (móveis, eletrônicos e vestuário, dentre outros) liderou a lista das reclamações fundamentas, com 9.795 registros (33%). Assuntos financeiros (bancos, seguradoras, financeiras) tiveram 7.642 queixas (25,7%); serviços privados, 5.021 (16,9%); serviços essenciais (telecomunicações, energia elétrica, saneamento básico), 4.910 (16,5%); saúde, 1.479 (5%); habitação, 774 (2,6%) e alimentos, 76 (0,3%).

Foram destacadas ainda as dez empresas com mais reclamações por percentual de não atendimento: BV, Carrefour, Eletropaulo, Bradesco, Itaú Unibanco, Grupo Oi, Santander Real, Americanas.com, Claro e Vivo. Já o ranking das primeiras colocadas na lista dos últimos cinco anos traz, além do Itaú Unibanco em 2012, Bradesco em 2011 e Telefonica, hoje Vivo, entre 2008 e 2010.

Na avaliação do Procon, na área de assuntos financeiros, além da cobrança de valores não reconhecidos, destaca-se a cobrança de tarifas consideradas indevidas tanto pelos consumidores quanto pelo órgão, em especial no caso de financiamento de veículos. Para a fundação, os bancos vêm adotando cada vez mais a estratégia de "descolar" das taxas de juros a remuneração por serviços, que são, na verdade, inerentes às operações de crédito. Com isso, vão criando tarifas que confundem o consumidor. Destacam-se, na lista de reclamações, Itaú Unibanco, Bradesco, BV, Santander Real e Banco do Brasil. 

O cenário da área de serviços essenciais, para o Procon, seguiu tendência dos anos anteriores, agravada pela forte expansão do crédito e o consequente crescimento da oferta e facilidade para aquisição de computadores e celulares. No entanto, a infraestrutura das empresas de telecomunicações não acompanhou o ritmo do número de acessos e não acompanhou os parâmetros mínimos de qualidade do serviço defendidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nesse setor, acumulam mais reclamações Claro, Vivo, Grupo OI, Eletropaulo e Tim Celular.

Na área de produtos, os destaques foram os aparelhos de telefones, computadores, móveis e produtos da linha branca. Os fatores que mais preocupam são entrega de produtos, cancelamento de compras e má qualidade. Lideram a lista Americanas.com, Pão de açúcar, Magazine Luiza, Motorola e Eletrolux.

Na área de serviços privados, o órgão observou que grande parte das empresas não está capacitada para atender aos anseios e demandas da nova parcela da sociedade que passou a ter acesso ao consumo nos últimos anos. A constatação é mais evidente em segmentos de cursos livres, empresas aéreas, agências de turismo, marcenaria, nas quais o desrespeito às normas de consumo são frequentes e há poucos esforços para a solução de problemas. A fundação ressalta as reclamações contra Microcamp, Tam, Groupon, Anhanguera e Gol.

Assim como registrado pelo Idec no ano passado, os planos privado de assistência à saúde e clínicas odontológicas também respondem pela maior parte das reclamações ouvidas pela Fundação Procon. Também houve aumento das queixas relativas a serviços de estética, em especial os adquiridos pela internet. Segundo o órgão, os problemas demonstram problemas nas empresas e na agência reguladora. Negativa de cobertura, dificuldade para marcar consulta, descredenciamento de médicos e estabelecimentos estão entre os problemas mais frequentes. Têm mais reclamações Green Line, Amil, Unimed Paulistana, Você Implantes e Sul América.

Na área da habitação, além da não entrega de imóveis foram frequentes as reclamações de cobrança de corretagem e assessoria imobiliária na compra de imóveis na planta. O Procon avalia que na ânsia de fechar contratos os corretores deixam de verificar a real condição dos compradores e sua capacidade de arcar com as prestações. A fundação destaca Gafisa, PDG, Cury, MRV e Atua.

 

 

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