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Inflação calculada pelo Dieese na cidade de São Paulo tem maior alta em dez anos

por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/02/2013 12h15, última modificação 07/02/2013 15h48

Custos com alimentação responderam por aproximadamente um terço do ICV de janeiro (Foto: Nacho Doce/Reuters)

São Paulo – O Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, teve variação de 1,77% em janeiro, a maior taxa em dez anos, desde janeiro de 2003 (2,92%). Em relação a dezembro (0,43%), a variação foi de 1,34 ponto percentual. Quatro grupos (Alimentação, Educação e Leitura, Habitação e Despesas Pessoais) foram responsáveis por quase toda a taxa, com 1,64 ponto. Apenas os custos com alimentação responderam por aproximadamente um terço do resultado. Em 12 meses, o ICV acumula alta de 6,89%.

Com alta de 1,88%, o grupo Alimentação teve variações distintas conforme os itens, atingindo altas de 15,42% em raízes e tubérculos, 14,89% em hortaliças, 11,97% em legumes, 5,21% em aves e ovos, 155% em carnes e 1,17% em grãos. O Dieese destacou os aumentos, entre outros, de batata (21,94%), cebola (13,32%), alface (16,86%), chuchu (25,69%), abobrinha (18,99%, tomate (18,22%), carne de frango (5,885) carne bovina (1,55%) e feijão (5,87%). O preço do arroz recuou 1,24%.

No grupo Educação e Leitura, aumentaram em 10,21% os custos com educação infantil, 9,10% com ensino fundamental, 9,56% com ensino médio e 3,53% com universitário. “Essa taxas eram esperadas, devido à indexação praticada pelas escolas no início de cada ano”, diz o Dieese.

O instituto captou ainda alta de 1,44% no grupo Habitação, com altas de 6,21% em serviços domésticos e 4,82% no condomínio, “que podem, de certa forma, refletir o reajuste de 9% para o salário mínimo, que entrou em vigor no início de 2013. A elevação de 7,60% em Despesas Pessoais teve o impacto do subgrupo fumo e acessórios (15,68%), “devido à entrada de nova tabela de preços dos cigarros no início de janeiro, com variação média de 15,92%”.

Na taxa acumulada em 12 meses, a inflação foi maior para famílias de menor rendimento: 7,72%. No nível intermediário, a alta foi de 6,96% e na terceira faixa, que concentra famílias de maior poder aquisitivo, a variação foi de 6,60%. Dos dez grupos que compõem o ICV, dois tiveram alta bem acima da taxa média: Despesas Pessoais (21,65%) e Alimentação (11,37%).

Também hoje, o IBGE informou que o IPCA de janeiro (0,86%) foi o maior desde abril de 2005 (0,87%).