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Com aumento do poder de compra, vendas no comércio crescem mais em 2012

Alta de 8,4% no volume ficou acima do ano anterior (6,7%). IBGE ressalta segmentos de supermercados/hipermercados, móveis e eletrodomésticos. Impulsionada pela redução do IPI, atividade de veículos teve maior alta desde 2010
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 19/02/2013 09h16, última modificação 19/02/2013 09h25
Alta de 8,4% no volume ficou acima do ano anterior (6,7%). IBGE ressalta segmentos de supermercados/hipermercados, móveis e eletrodomésticos. Impulsionada pela redução do IPI, atividade de veículos teve maior alta desde 2010

São Paulo – As vendas no comércio varejista cresceram 8,4% em 2012, acima do ano anterior (6,7%), segundo informações divulgadas hoje (19) pelo IBGE. Em receita, a expansão foi de 12,3%, desempenho que também superou o de 2011 (11,5%). Segundo o instituto, o segmento que inclui hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta de 8,4% e respondeu por 44,6% do resultado geral. "A despeito da elevação dos preços, a atividade obteve desempenho acumulado no ano equivalente ao do comércio como um todo. Este comportamento reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente da elevação da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego)", diz o IBGE.

O segundo maior impacto anual (26,6%) veio do segmento de móveis e eletrodomésticos, que cresceu 12,3% em 2012. "Tal desempenho foi decorrente da manutenção do crescimento do emprego, do rendimento e da disponibilidade de crédito; bem como da redução dos preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos, estimulado pela redução do IPI decretada pelo governo desde dezembro de 2011 para a linha branca e, a partir de março, para móveis", informa o instituto.

Com alta de 9,4% no ano, a atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu o terceiro maior impacto em 2012, ao registrar expansão também de 9,4%. "Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade teve seu desempenho também influenciado pela evolução positiva da massa de salários e pelo crédito."

Apenas em dezembro, o comércio varejista recuou 0,5% em volume e avançou 0,2% em receita na comparação com novembro. Foi o primeiro resultado negativo no volume após seis meses. A receita se mantém alta desde junho do ano passado.

O chamado comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, cresceu 1,3% de novembro para dezembro em volume e 1,1% em receita. No ano, as altas foram de 7,7% e 9,5%, respectivamente. A atividade de veículos, motos, partes e peças, o volume cresceu 7,3% e a receita, 4,2%. "O principal fator responsável pelo desempenho da atividade foi a política de redução de IPI anunciada para o setor no final de maio, e que vigorou até 31 de dezembro. Para os automóveis, a alíquota subirá gradualmente no primeiro semestre de 2013 até atingir o valor anterior à mudança. O resultado apresentado para o segmento foi o maior da série desde o ano de 2010."