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Referência em negociações salariais, INPC supera os 6% pelo terceiro ano seguido

por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 10/01/2013 09h44, última modificação 10/01/2013 10h15

São Paulo – Usado como referência nas negociações salariais, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou acima de 6% pelo terceiro ano seguido, segundo os resultados divulgados hoje pelo IBGE. A alta foi de 6,20%, acima de 2011 (6,08%) e abaixo de 2010 (6,47%). Com impacto de 2,94 pontos percentuais, os custos com alimentação subiram 10,41% em 2012 e representaram 47% do total, mais do que com o IPCA (39%).

Os gastos com habitação, embora tenham subido menos do que em 2011 (de 6,79% para 6,59%), tiveram o segundo maior impacto, de 1,11 ponto percentual. Assim, os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação representaram quase dois terços do indice geral.

O maior índice regional foi o de Belém (8,35%), com aumento de 13,94% nos alimentos. A menor variação foi apurada em Brasília (4,63%), onde os alimentos tiveram também a menor alta (7,37%). Na região metropolitana de São Paulo, que tem peso de 25% no índice geral, o INPC passou de 6,35%, em 2011, para 4,73%. O índice variou 6,32% em Belo Horizonte, 7,17% em Fortaleza, 5,63% em Porto Alegre, 6,91% em Recife, 7,66% no Rio de Janeiro e 6,76% em Salvador.

Apenas em dezembro, o INPC variou 0,74%. Foi a maior taxa desde janeiro de 2011 (0,94%).