Você está aqui: Página Inicial / Economia / 2013 / 01 / Inflação em São Paulo sobe mais em 2012 para famílias de menor rendimento

Inflação em São Paulo sobe mais em 2012 para famílias de menor rendimento

Alta foi de 6,41% no ano passado, acima de 2011 (6,09%). Dieese considera "preocupante" variação de alguns itens e pede atenção para reajustes dos serviços
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 08/01/2013 12h25, última modificação 08/01/2013 12h28
Alta foi de 6,41% no ano passado, acima de 2011 (6,09%). Dieese considera "preocupante" variação de alguns itens e pede atenção para reajustes dos serviços

São Paulo – Com inflação mais elevada para famílias de menor rendimento, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, fechou 2012 com variação de 6,41%, acima do ano anterior (6,09%). Nos últimos cinco anos, quatro tiveram inflação acima de 6% – a exceção foi 2009 (4,05%). Para as famílias incluídas no estrato 1, de menor renda, o ICV subiu 6,98% no ano passado, com altas menos intensas para os estratos 2, intermediário (6,29%) e 3, de maior renda (6,30%).

Três dos dez grupos que compõem o índice tiveram variação bem acima da taxa geral: Despesas Pessoais (14,06%), Alimentação (9,98%) e Educação e Leitura (8,71%). O Dieese observa que os serviços têm aumentos acima da inflação há alguns anos. Subiu 6,6% em 2011 (ICV de 6,09%) e 6,8% no ano passado (6,41%). “O fato de os serviços terem reajuste acima do verificado para os bens pode, em parte, ser justificado por serem preços que oferecem pouca margem de negociação, tais como os serviços de educação, saúde, transporte, eletricidade, água e esgoto, serviços domésticos, telefonia, gás de rua, comunicação entre outros”, diz o instituto. “Esta análise sugere que para se obter um patamar inflacionário menor deve-se atentar para os reajustes dos serviços, quer sejam administrados pelas agências reguladoras, quer sejam particulares que pratiquem aumentos abusivos.”

No grupo de maior alta em 2012, Despesas Pessoais, o subgrupo fumo e acessórios subiu 19,21% e higiene e beleza, 9,81%. Individualmente, as principais variações foram do perfume (32,92%), cigarro (19,66%), desodorante (17,97%) e pasta de dente (13,96%).

Entre os alimentos, o Dieese considera “preocupante” a alta de alguns itens, “por se tratarem de bens importantes entre os hábitos de consumo do brasileiro”. O instituto destacou a elevação de produtos como pêssego (50,99%), batata (49,76%), cebola (44,75%), feijão (37,22%), linguiça defumada (37,07%), arroz (35,33%), salsicha (26,91%), óleo (26,40%), cerveja (20,89%), ovos (16,15%), frango (15,15%) e café em pó (15,06%). No subgrupo de alimentação fora do domicílio, alguns destaques foram as variações do sorvete (22,01%), água mineral (18,35%), pão com manteiga (17,73%), cerveja (15,81%) e cafezinho (15,05%). A alimentação fora do domicílio aumentou 10,86% em 2012.

Em Educação e Leitura (alta de 8,71% no ano), houve alta de 12,50% nos livros didáticos, 8,91% nos cursos formais e 14,87% nos jornais.

Já o grupo Transporte recuou 0,24% em 2012. Segundo o Dieese, caíram os preços de aquisição de veículos (-7,10%), do álcool (-5,98%) e da gasolina (-1,28%). A maior queda foi apurada no grupo Equipamento Doméstico (-2,31%), com altas em móveis (2,06%) e utensílios (1,25%) e queda em rouparia (-3,92%) e eletrodomésticos (-6,53%).

 

 

registrado em: , , ,