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Preço da cesta básica cai em novembro; no ano, tendência ainda é de alta

Segundo o Dieese, valor recuou em 13 das 17 capitais pesquisadas. Salário mínimo necessário para uma família foi calculado em R$ 2.514,09
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 05/12/2012 12h15, última modificação 05/12/2012 12h23
Segundo o Dieese, valor recuou em 13 das 17 capitais pesquisadas. Salário mínimo necessário para uma família foi calculado em R$ 2.514,09

 

São Paulo – Com inversão de tendência em relação a outubro, os preços da cesta básica caíram na maioria das capitais pesquisadas, 13, em um total de 17, segundo informou hoje (5) o Dieese. As maiores quedas foram apuradas no Rio de Janeiro (-7,88%), Porto Alegre (-6,18%) e Goiânia (-5,26%). O valor aumentou, de forma moderada, em João Pessoa (1,02%), Belém (0,61%), Vitória (0,50%) e Florianópolis (0,31%). O maior preço foi o de São Paulo (R$ 299,26) e o menor, em Aracaju (R$ 205,63).

Com base no valor da cesta em São Paulo, o instituto calculou em R$ 2.514,09 o salário mínimo necessário para um trabalhador e sua família. Isso corresponde a 4,04 vezes o mínimo oficial (R$ 622). Essa proporção era de 4,21 vezes em outubro e de 4,31 em novembro do ano passado.

De janeiro a novembro, o preço da cesta básica não sobe apenas em Goiânia (-3,56%). As principais altas foram registradas em Natal (16,04%), João Pessoa (15,25%) e Recife (14,84%). Em 12 meses, os valores aumentam em todas as capitais, também com destaque para municípios nordestinos: Natal (19,63%), João Pessoa (18,71%) e Fortaleza (18,46%). As menores elevações foram as de Goiânia (1,82%), Porto Alegre (2,57%) e Rio de Janeiro (3,98%).

Com a queda na maioria dos locais em novembro, também diminuiu o tempo necessário para a aquisição dos produtos que compõem a cesta básica. Segundo o Dieese, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar, em média, 92 horas e 37 minutos, três horas a menos do que no mês anterior. Em novembro do ano passado, esse período era de 96 horas e 13 minutos.

Apenas em novembro, o preço do tomate caiu em 15 cidades. A queda chegou a 48,13% no Rio de Janeiro, a 37,03% em Curitiba e a 36,40% em Porto Alegre. Só houve alta em Florianópolis (2,50%) e João Pessoa (2,48%). “Os preços do produto vêm registrando baixas constantes desde setembro deste ano, reagindo aos aumentos de oferta devido à continuidade da colheita em algumas regiões produtoras”, diz o Dieese. Na comparação anual, o valor cai em dez cidades, com destaque para (-31,80%), Salvador (-27,21%) e Porto Alegre (-21,87%).

O preço do feijão recuou em 12 cidades no mês passado. As maiores quedas foram registradas em Manaus (-7,86%), Belém (-6,82%) e Fortaleza (-5,88%). Mas no ano o produto tem elevação em todas as cidades, e sempre acima de 10%. O instituto destaca as variações apuradas em Belém (46,64%), Aracaju (42,65%) e Rio de Janeiro (41,54%).

Produto de maior peso na cesta, a carne bovina teve preço reduzido em nove capitais, com destaque para Rio de Janeiro (-3,78%), Goiânia (-2,66%) e Curitiba (-2,23%). As altas mais importantes foram apuradas em Vitória (3,47%). “Os preços no mês podem refletir um aumento naoferta de animais para o abate, o que influencia os preços no atacado, e podem resultar emmenores preços ao consumidor final”, analisa o instituto. No ano, o preço aumenta em 12 municípios, chegando a 12,87% em Salvador, 8,81% em Aracaju e 7,92% em João Pessoa.