Você está aqui: Página Inicial / Economia / 2012 / 12 / IGP-M fecha o ano com alta de 7,82%

IGP-M fecha o ano com alta de 7,82%

Índice fica acima de 2011 e abaixo de 2010. Para a FGV, resultado teve impacto de fatores climáticos, que afetaram preços de produtos agrícolas
por Redação da RBA publicado 27/12/2012 12h52, última modificação 27/12/2012 13h02
Índice fica acima de 2011 e abaixo de 2010. Para a FGV, resultado teve impacto de fatores climáticos, que afetaram preços de produtos agrícolas

São Paulo – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), fechou o ano com variação de 7,82%, acima de 2011 (5,1%) e abaixo de 2010 (11,32%). Dos três componentes, o IPA (preços ao produtor) teve a maior alta (8,63%) – esse índice representa aproximadamente 60% do total. O INCC (custos de construção) subiu 7,23% e o IPC (preços ao consumidor), 5,79%.

Para o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, o mais importante para a alta deste ano, “de longe, foram os vários problemas climáticos que afetaram diversos produtos agrícolas”. Ele citou, por exemplo, a seca nos Estados Unidos, que prejudicou a produção de milho e soja – este produto teve alta de 70% em 2012, algo “bastante comum”. Mesmo internamente, questões climáticas também atingiram a produção de itens como o arroz e o feijão, além de hortifrútis, como tomate e batata. Segundo Quadros, é de se esperar uma reação da produção em 2013. De acordo com a FGV, os produtos agropecuários acumularam elevação de 18,8% no ano.

Entre os itens que formam o IPC, que tem peso de 30% no IGP-M, a alimentação subiu 9,52% no ano, a habitação teve alta de 5,28% e o Vestuário, de 3,53%. O item Saúde e Cuidados Pessoais subiu 6,40% e Transportes, 1,11%.

Apenas em dezembro, o IGP-M registrou alta de 0,68%, após recuar 0,03% no mês anterior. O IPA foi de -0,19 para 0,73%, o IPC de 0,33% para também 0,73% e o INCC, de 0,23% para 0,29%. Os principais impactos, para o IPC, vieram dos itens refeições em bares e restaurantes (alta de 1,12%), passagem aérea (22,97%), tarifa de eletricidade residencial (1,68%), cigarros (2,78%) e aluguel residencial (0,67%).

registrado em: , , ,