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Dilma: 'Não estamos fazendo graça com chapéu alheio'

Em cerimônia, presidenta voltou a criticar estados, controlados pela oposição, que não aderiram à proposta de redução nas tarifas de energia
por Redação da RBA publicado 06/12/2012 13h50, última modificação 06/12/2012 14h03
Em cerimônia, presidenta voltou a criticar estados, controlados pela oposição, que não aderiram à proposta de redução nas tarifas de energia

Dilma durante o anúncio do novo marco regulatório para os portos (Foto: Roberto Stuckert/PR)

São Paulo – Em cerimônia de anúncio do Programa de Investimentos em Logísticas de Portos, hoje (6) em Brasília, a presidenta Dilma Roussef criticou mais uma vez a postura dos governos estaduais que não aderiram ao novo modelo de concessões elétricas, cujo objetivo é baixar 20%, em média, as tarifas de energia no Brasil. “A proposta não foi feita com chapéu alheio, esse chapéu é de todos os brasileiros, eles pagaram por isso.”

Os Estados que se recusaram à aderir ano novo modelo são todos governados por partidos de oposição ao governo federal, sendo um do DEM (Santa Catarina) e quatro do PSDB (São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás).

Dilma afirmou que apesar dos “não colaboradores”, o governo federal não vai recuar na medida. “Tivemos não colaboradores. Quando é assim, eles deixam no seu rastro uma falta de recursos, que será bancada pelo tesouro do governo federal, mas a responsabilidade de não ter feito é de quem decidiu não fazer. Quem não foi capaz de perceber que o Brasil tem hora pra tudo. Agora não é hora de prorrogar.”

A presidenta lembrou, mais uma vez, da importância da redução nas tarifas de energia para a elevação dos níveis de competitividade do país. “É um tema importante para competitividade da economia e desenvolvimento do país. A energia está em todos os lugares, é inconcebível um país se desenvolver sem energia.”

Em conjunto com o investimento em logísticas dos portos, das ferrovias e rodovias e a redução dos juros e tributos, a redução das tarifas de energia foi ressaltada por Dilma como medida essencial para o crescimento do país. “Quando assumimos o governo, assumimos a responsabilidade com o país. Com a indústria, a agricultura e os mais pobres. Assumimos compromisso com todos.”