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Para Dilma, 'sociedade complexa' precisa de sintonia entre educação e mercado de trabalho

por Redação da RBA publicado 14/11/2012 14h41, última modificação 14/11/2012 15h09

Dilma em visita à 7ª Olimpíada do Conhecimento. Para ela, indústria do país tem de crescer mais. (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência)

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (14) em São Paulo que o país precisa de sintonia entre a educação e as necessidades da indústria brasileira. “Somos uma sociedade complexa, se queremos aumentar a taxa de crescimento precisamos da industria, dos empregos de qualidade que ela gera, e de sua capacidade de gerar inovação, ciência e tecnologia.”

Dilma ainda ressaltou que a relação dos cursos profissionalizantes com as necessidades da indústria caracteriza um importante momento para o país. “Essa sintonia é uma verdadeira revolução.” Para ela, governo e indústria, ao trabalharem juntos, garantem mão de obra de qualidade, e assim, mais competitividade no mercado. “Queremos transformar as condições de mão de obra no Brasil, o grande diferencial do século 21 é esse.”

A presidenta abriu hoje as atividades da 7ª Olimpíada do Conhecimento, no Centro de Exposições do Anhembi, na Casa Verde, zona norte da capital paulista, ao lado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Durante o discurso, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma enfatizou que garantir o crescimento dos setores produtivos é fundamental para “desafio de sermos mais avançados”. Segundo ela, o Brasil não pode ser um país apenas de serviços, mas deve ter produção industrial forte. 

A presidenta comentou ainda a parceria do governo federal com o chamado “Sistema S”, que diz respeito a serviços de formação profissionalizante, como o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (SENAC), O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o próprio Senai. “Esta parceria é estratégica. Procuramos isso, queríamos contar com a alta qualidade e capacidade de especialização das escolas do Sistema S.”

Segundo a presidenta, atualmente um milhão e meio de jovens trabalhadores faz cursos de qualificação profissional, e mais de 90% destas vagas estão no sistema S.