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Apesar de avanços em Norte e Nordeste, Sul e Sudeste concentram 71% das riquezas

Estudo divulgado pelo IBGE mostra desconcentração regional lenta ao longo do governo Lula, com oito capitais controlando a maior parte do Produto Interno Bruto
por Redação da RBA publicado 23/11/2012 11h23, última modificação 23/11/2012 11h24
Estudo divulgado pelo IBGE mostra desconcentração regional lenta ao longo do governo Lula, com oito capitais controlando a maior parte do Produto Interno Bruto

São Paulo – Apesar de avanços ao longo do governo Lula, as regiões Sul e Sudeste continuam concentrando a maior parte das riquezas produzidas pelo país. Segundo estudo divulgado hoje (23) pelo IBGE, estas duas áreas respondiam em 2010 por 71,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Houve uma queda de 1,7 ponto percentual em relação a 2002, último ano da gestão Fernando Henrique Cardoso.

Em 2010, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo concentravam 55,4% do PIB, ao passo que Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina respondiam por 16,5%. No Sudeste, o recuo em relação a 2002 foi de 1,3 ponto percentual, e, no Sul, foi de 0,4 ponto. A participação total da região Norte subiu 0,6 ponto percentual, de 4,7% para 5,3%. O aumento no Nordeste foi de meio ponto, de 13% para 13,5%, e no Centro-oeste a participação avançou de 8,8% para 9,3%.

Segundo o IBGE, no caso da região Norte pesou o crescimento do Pará graças ao aumento do preço internacional do minério de ferro. A recuperação da indústria de transformação do Amazonas e a pecuária em Rondônia foram outros fatores. Os destaques no Nordeste foram Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco, este último com participação de 2,5% no PIB nacional, a maior na região.

Estados

Quando se analisa a fatia de cada estado no PIB nacional, o quadro também é de lenta mudança da histórica concentração. Apenas oito deles concentram 77,8% de todas as divisas econômicas produzidas pelo país: São Paulo (33,1%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4,0%) e Distrito Federal (4,0%).

Segundo o IBGE, há um grupo intermediário que responde por 16,9% do Produto Interno Bruto, com Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Este é o grupo que registrou maior avanço em relação a 2002, crescendo 1,5 ponto percentual. 

Abaixo deles, os dez estados com menores PIBs somavam 5,3% de participação: Rio Grande do Norte (0,9%), Paraíba (0,8%), Alagoas (0,7%), Sergipe (0,6%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,5%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Roraima (0,2%).

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