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Alta dos alimentos pressiona famílias de menor renda em São Paulo, aponta Dieese

por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 06/11/2012 13h20, última modificação 06/11/2012 15h29

São Paulo – Em outubro, os preços dos alimentos continuaram pressionando o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, afetando principalmente famílias de menor poder aquisitivo. A variação foi de 0,81%, ante 0,39% em setembro e 0,31% em outubro do ano passado. Para as famílias de menor rendimento, essa variação chegou a 1,09%, diminuindo para 0,94% na faixa intermediária e 0,70% no estrato de renda mais alta.

Segundo o instituto, os gastos com alimentação aumentaram 1,95% no mês passado. O custo da habitação aumentou 0,65% e da saúde, 0,45%. Juntos, os três itens contribuíram com 0,80 ponto percentual, ou quase a taxa total de outubro: 0,59 ponto, 0,15 e 0,06, respectivamente.

No primeiro caso, a alta foi generalizada. Entre os produtos in natura, os grãos subiram 7,85%, com alta tanto no feijão (2,62%) como no arroz (11,16%). O preço da batata aumentou 7,23% e o da cebola, 6,81%. As carnes registraram elevação de 3,38% - a bovina subiu 3,49% e a suína, 1,1%. Também tiveram alta os preços de aves (3,38%) e ovos (0,34%). A exceção foi das hortaliças (-7,08%), com destaque para alface (-10,33%) e escarola (-8,15%).

Produtos industrializados também aumentaram, casos de café em pó (5,64%), óleos (4,17%), carnes industrializadas (3,99%), leite longa vida (3,08%), refrigerantes (3,07%), pães (2,93%) e queijos (2,77%). Comer fora de casa também ficou mais caro (1,15%), com alta de 0,32% na refeição principal e 2,28% nos lanches.

No ano, de janeiro a outubro, o ICV-Dieese acumula variação de 5,36%. Em 12 meses, a taxa é de 6,43%, subindo mais para o grupo de menor renda (7,01%).