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Preços de alimentos sobem em setembro e IPCA volta a avançar

Variação foi a maior para setembro desde 2003. Segundo o IBGE, vários produtos registraram alta, como carne, arroz, pão francês e frango. Em 12 meses, taxa foi a 5,28%, enquanto INPC atingiu 5,58%
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 05/10/2012 09h03, última modificação 05/10/2012 09h43
Variação foi a maior para setembro desde 2003. Segundo o IBGE, vários produtos registraram alta, como carne, arroz, pão francês e frango. Em 12 meses, taxa foi a 5,28%, enquanto INPC atingiu 5,58%

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,57% em setembro, acima tanto de agosto (0,41%) como de setembro do ano passado (0,53%). Foi a terceira alta seguida, na maior variação desde fevereiro e a mais alta para setembro desde 2003 (0,78%). Com isso, acumula 3,77% no ano, abaixo de igual período de 2011 (4,97%). Em 12 meses, vai a 5,28%, pouco acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,24%). Os resultados foram divulgados na manhã de hoje (5) pelo IBGE.

Segundo o instituto, com aumento de 1,26%, ante 0,88% em agosto, o grupo Alimentação e Bebidas teve impacto de 0,30 ponto percentual e foi responsável por mais da metade (53%) do IPCA. "Nas regiões metropolitanas de Recife e Fortaleza a alta chegou a 2,01% e 2,04%, respectivamente", diz o IBGE. Ao contrário do que ocorreu no mês anterior, a menor elevação foi registrada em Curitiba, mas mesmo assim os alimentos subiram 0,90%, ante 1,30% em agosto.

O preço do tomate, que subia continuamente, desta vez teve queda de 12,88%, sendo responsável pelo principal impacto para baixo no mês (-0,05 ponto percentual). O principal impacto para cima (0,06 ponto) foi da carnes, que tiveram elevação de 2,27%. "Foram registrados aumentos substanciais em produtos básicos na alimentação das famílias, a exemplo do arroz, cujos preços subiram 8,21%, em média, chegando a 12,63% na região metropolitana de Belém. Há destaque para o pão francês, 3,17% mais caro, e para o frango, que subiu 4,66%", informou o instituto.

Também cresceram (0,71%) as despesas com habitação, devido, principalmente, às variações nas tarifas de energia elétrica (de -0,83%, em agosto, para 0,83%), do aluguel residencial (de 0,43% para 0,61%), condomínio (de 1,06% para 1,19%), taxa de água e esgoto (de 1,04% para 0,92%) e gás de botijão (de -0,48% para 1,27%). O IBGE destaca as altas da energia de 6,68% em Goiânia e 1,72% em Belém, com reajuste das tarifas. Isso também provocou elevação nos custos com água e esgoto no Rio de Janeiro (1,59%) e em São Paulo (2,79%).

Subiram ainda as despesas pessoais (de 0,42% para 0,73%), sob impacto dos itens recreação (de -0,54% para 0,79%) e empregados domésticos (de 1,11% para 1,24%). No vestuário, houve alta de 0,89%, ante 0,19% em agosto, por causa da entrada de nova coleção no mercado – os itens calçados foram de 0,49% para 1,06% e as roupas femininas, de -0,17% para 1,04%. Os preços de transportes caíram 0,08%, após subir 0,06% no mês anterior, com influência, principalmente, de automóveis usados (de 0,15% para -1,62%), conserto de automóveis (de 0,67% para -0,55%) e gasolina (de -0,09% para -0,13%). As tarifas de onibus urbanos subiram menos, de 0,46% para 0,08%.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 0,45%, em agosto, para 0,63%, também acima de igual mês de 2011 (0,45%). A taxa acumulada foi a 4,11% no ano (ante 4,61% em igual período do ano passado) e a 5,58% em 12 meses, ante 5,39% nos 12 meses imediatamente anteriores.