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Dieese: alimentos sobem e inflação pressiona famílias de menor rendimento

por Redação da RBA publicado 08/10/2012 12h18, última modificação 08/10/2012 12h20

São Paulo – Com altas nos alimentos e na habitação, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, teve variação de 0,42% em setembro, acima de agosto (0,20%) e abaixo de igual mês de 2011 (0,69%). Segundo o instituto, a taxa foi mais expressiva para famílias de menor rendimento, que estão incluídas no estrato 1 (0,57%), e decrescente para as demais: 0,51% no estrato 2 e 0,35% para o 3. Apenas os grupos Alimentação (1,05%) e Habitação (0,24%) foram responsáveis por 0,37 ponto percentual da inflação medida pelo ICV.

Com o resultado, o índice está acumulado no ano em 4,51%. No mesmo período de 2011, o ICV atingia 4,69%. Em 12 meses, até setembro, a variação é de 5,9%. (6,24% no estrato 1, 5,7% no 2 e 5,82% no 3.

Entre os produtos, o Dieese apurou alta de 8,99% nos tubérculos em setembro, chegando a 17,78% na batata. Nos grãos, o preço do arroz subiu 7,47% e o do feijão recuou 3,53%. A carne bovina aumentou 1,56% e a suína, 2,3%. Caíram os preços do chuchu (-5,11%) e tomate (-3,65%), entre outros.

No grupo de Habitação, o principal impacto veio de alta de 5,19% na tarifa de água e esgoto, reajustada na segunda quinzena do mês. “Este aumento ainda deverá afetar o resultado da inflação de outubro”, observa o Dieese.

Três grupos acumulam no ano variação acima da taxa média de 4,51%: Despesas Pessoais (12,7%), Educação e Leitura (8,46%) e Alimentação (5,88%).