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Com ações em queda, Alckmin breca venda da Cesp para governo federal

Com novo modelo de concessões, valor da companhia paulista geradora de energia despenca na Bolsa
por Redação da RBA publicado 03/10/2012 17h11, última modificação 03/10/2012 17h12
Com novo modelo de concessões, valor da companhia paulista geradora de energia despenca na Bolsa

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) congelou o processo de venda da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para a União. A venda estava em gestação desde a posse do tucano no estado e da presidenta Dilma Rousseff (PT) no governo federal, em janeiro de 2007.

A Cesp, terceira maior geradora de energia do país, vem sofrendo perdas significativas na Bolsa de Valores desde o mês passado, quando Dilma anunciou o novo modelo para renovação das concessões no setor – que prevê queda média de 20% no valor das contas de luz, entre outras medidas que devem diminuir o lucro das empresas. De lá pra cá, as ações da Cesp despencaram 31%.

A ideia inicial era que a companhia passasse ao controle de Furnas, que pertence ao sistema Eletrobras, enquanto São Paulo usaria o negócio para fazer caixa. Porém a possibilidade de venda não foi incluída no Orçamento 2013 do governo paulista, principal indicativo da mudança de rumo.

Com a notícia da “desistência” publicada hoje (3) pelo jornal Folha de S.Paulo, os papéis da Cesp caíram mais ainda. Por volta das 14h, a queda era de cerca de 5%. Isso fez o secretário de Planejamento do Estado, Julio Semeghini, vir a público para dizer que a negociação não está totalmente descartada.

“Não está no orçamento porque não é a hora... Mas não houve nenhuma mudança, o governo continua avaliando a venda. (…) Pode tomar essa decisão em qualquer momento se achar que é boa”, afirmou.

O Estado de São Paulo possui 94,08% das ações ordinárias da Cesp, segundo dados da Bovespa, e 36% do total dos papéis em circulação da empresa.

O governo paulista já considerou vender participação na companhia no passado e a decisão sobre a renovação das concessões era vista pelo mercado como um fator que poderia desencadear a privatização da empresa.

Com informações da Reuters e agências