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Analista aponta sinais positivos para o mercado de trabalho nos próximos meses

Número de pessoas em busca de trabalho tem superado o total de vagas abertas, mas contratação deve crescer
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 26/09/2012 13h55, última modificação 26/09/2012 14h16
Número de pessoas em busca de trabalho tem superado o total de vagas abertas, mas contratação deve crescer

São Paulo – A taxa de desemprego aumentou em agosto, o que não é normal para o período, mas mesmo assim o coordenador de pesquisa da Fundação Seade, Alexandre Loloian, vê sinais de que as pessoas – e mesmo as empresas – estão apostando em uma situação melhor daqui até o final do ano. No mês de agosto, a ocupação ficou estável e a PEA (população economicamente ativa) cresceu, pressionando a taxa. Mas no acumulado em 12 meses, o nível de ocupação aumentou 2,6%, na maior alta do ano. Foi o terceiro mês seguido de alta nessa base de comparação: 1,2% em junho, 1,8% em julho e 2,6% em agosto.

“A PEA está crescendo mais do que a ocupação desde o início do ano. Só agora a ocupação chegou ao patamar de dezembro do ano passado”, observou Loloian, referindo-se aos dados da pesquisa Seade/Dieese na região metropolitana de São Paulo. Assim, enquanto a ocupação ficou estável durante todo o ano, a PEA cresceu 0,36% por mês, em média. Desde dezembro, são 317 mil pessoas a mais no mercado, atingindo 11 milhões, enquanto o total de ocupados manteve-se em torno de 9,8 milhões.

Segundo ele, a surpresa no ano está no setor de serviços, "que tem segurado o nível de atividade". Esse setor, que já concentra mais da metade dos ocupados na região metropolitana (5,6 milhões), registra crescimento de 6,5% em 12 meses, abrindo 342 mil vagas nesse período, enquanto os demais fecharam postos de trabalho.

Em 12 meses, para um crescimento de 2,6% na ocupação, a PEA aumentou 3,1%. Bons indicadores para uma economia que não deve crescer 2% este ano, observa o analista. “Há sinais de que vai começar a ter contratação”, afirma. Entre os fatores favoráveis, além do movimento maior de fim de ano, estão as medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo. E iniciativas como a adoção de um novo regime automotivo, diz Loloian, também proporcionam perspectivas de longo prazo às empresas.