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IPCA-15 mantém trajetória de alta em setembro; acumulado em 12 meses cede

Segundo o IBGE, preços dos alimentos foram responsáveis por mais da metade do índice
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 20/09/2012 09h13, última modificação 20/09/2012 09h39
Segundo o IBGE, preços dos alimentos foram responsáveis por mais da metade do índice

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 0,48% em setembro, ante 0,39% no mês anterior e 0,53% em setembro do ano passado, informou hoje (20) o IBGE. Foi a terceira elevação mensal seguida. No ano, a taxa chega a 3,81%, abaixo de igual período de 2011 (5,04%). Também cedeu no acumulado em 12 meses: 5,31%, ante 5,37% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos subiram 1,08%. Com impacto de 0,25 ponto percentual na taxa, foram responsáveis por mais da metade do índice do mês (52%). "Ocorreu aumento em vários produtos, destacando-se as carnes, item com alta de 1,79% em setembro ao passo que havia apresentado queda de 0,76% em agosto. Muitos alimentos mostraram aumentos expressivos no mês, a exemplo da batata-inglesa (15,62%), cebola (9,00%), alho (6,08%), ovos (5,09%), tomate (4,52%), arroz (3,97%), frango (3,46%) e pão francês (2,30%)", informa o IBGE.

Também aumentaram as despesas com habitação, de 0,28% em agosto para 0,43%, com queda menos menos acentuada da energia elétrica (de -0,46% para -0,05%) e elevação de itens como aluguel residencial (de 0,43% para 0,61%), condomínio (de 1,06% para 1,19%), taxa de água e esgoto (de 0,65% para 0,78%) e gás de botijão (de -0,15% para 0,30%).

A pesquisa também mostrou alta em vestuário (de 0,18% para 0,47%), transportes (de zero para 0,09%) e comunicação (de -0,03% para 0,01%). As despesas pessoais subiram menos (de 0,68% para 0,57%), embora o item empregado doméstico tenha passado de 1,11% para 1,24%. A desaceleração em saúde e cuidados pessoais (de 0,52% para 0,31%) foi causada pelos remédios, cuja variação foi de 0,52%, no mês anterior, para 0,31%, e pelos artigos de higiene pessoal (de 0,55% para 0,07%).

Entre as regiões pesquisadas, o maior índice foi o da região metropolitana de Belém (0,87%), com impacto dos ônibus urbanos (5,77%) e da energia elétrica (5,24%). O menor foi o de Goiânia (0,24%). O IPCA-15 teve variação de em 0,40% Brasília, em 0,47% Curitiba, 0,60% em Fortaleza, em 0,64% Porto Alegre, 0,64% em Recife, 0,69% no Rio de Janeiro, 0,34% em Salvador e 0,37% em São Paulo. Espécie de prévia do IPCA, o índice teve os preços coletados de 14 de agosto a 12 de setembro e refere-se a famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. O IPCA de setembro será divulgado em 5 de outubro.