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Taxa de desemprego fica estável e segue abaixo de 2010; rendimento sobe

Segundo o IBGE, taxa média de desocupação de março (6,5%) foi a menor para o mês na série histórica; taxa do primeiro trimestre (6,3%) também foi a menor para o período. Rendimento foi o maior para março desde 2002
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 19/04/2011 10h01, última modificação 19/04/2011 16h40
Segundo o IBGE, taxa média de desocupação de março (6,5%) foi a menor para o mês na série histórica; taxa do primeiro trimestre (6,3%) também foi a menor para o período. Rendimento foi o maior para março desde 2002

 

São Paulo – O mercado de trabalho brasileiro continuou apresentando estabilidade em março e não alterou o comportamento típico para o período, mas com índices inferiores aos de 2010, que já registrou a menor média da série. A taxa média de desocupação foi estimada em 6,5%, ante 6,4% em fevereiro e 1,1 ponto percentual abaixo da registrada em março de 2010 (7,6%). Segundo o IBGE, que divulgou os dados nesta terça-feira (19), foi a menor taxa para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em março de 2002. A taxa do primeiro trimestre (6,3%) também foi a menor.

O número de desocupados (1,538 milhão) ficou estável ante fevereiro e caiu 14% na comparação com março do ano assado. São 250 mil pessoas a menos. Já o total de ocupados (22,279 milhões) também ficou estável em relação ao mês anterior e aumentou 2,4% na comparação anual, o correspondente a 531 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (10,7 milhões), também estável no mês, aumentou 7,4% em 12 meses, com 739 mil postos de trabalho com carteira assinada a mais.

Por sua vez, o rendimento médio dos ocupados atingiu R$ 1.557, o valor mais alto para março desde 2002. Houve crescimento de 0,5% na comparação mensal e 3,8% na anual. A massa habitual de rendimentos, estimada em R$ 35,1 bilhões, aumentou 0,8% e 6,7%, nas mesmas bases de comparação.

Entre os índices regionais, na comparação mensal o IBGE só anotou variação significativa na região metropolitana de Belo Horizonte, onde a taxa passou de 6,3% para 5,3%. Ante março de 2010, as taxas caíram um ponto percentual em Belo Horizonte, 1,5 ponto no Rio de Janeiro (para 4,9%), 1,3 ponto em São Paulo (para 6,9%) e 0,9 ponto em Porto Alegre (para 5,0%). Houve recuo de 0,8 ponto em Salvador (para 10,5%) e 0,5 em Recife (para 7,6%).