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Em ritmo menor, mercado formal abre 92.675 empregos em março

Ministro do Trabalho diz que é cedo para falar em mudança de ritmo. Ele continua apostando em saldo recorde de 3 milhões de vagas com carteira assinada este ano
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 19/04/2011 15h16, última modificação 19/04/2011 17h51
Ministro do Trabalho diz que é cedo para falar em mudança de ritmo. Ele continua apostando em saldo recorde de 3 milhões de vagas com carteira assinada este ano

No primeiro trimestre, saldo superou 580 mil vagas (Foto: Divulgação)

 São Paulo – O mercado formal de trabalho criou 92.675 empregos em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que divulgou o resultado nesta terça-feira (19). O número representa o saldo entre 1.765.922 admissões e 1.673.247 demissões. Esse saldo ficou bem abaixo do registrado em março de 2010 (266.415, recorde da série histórica), mas acima do saldo de 2009 (34.818), ainda sob efeito da crise internacional. No trimestre, foram abertas 583.886 vagas com carteira assinada.

Dois terços do saldo de março vieram do setor de serviços, com 60.309 postos de trabalho formais. A indústria teve saldo de 14.448 vagas e a agricultura, de 11.400, praticamente concentrado no cultivo de cana de açúcar (11.918). Já o comércio fechou 3.817 empregos no mês passado.

No período de 12 meses encerrado em março, o saldo do Caged soma 2.350.841 empregos, na série com ajuste (celetistas e servidores públicos).

Na análise do governo, o comportamento modesto de março pode ser explicado, em parte, pela antecipação de contratações em fevereiro e pela redução do número de dias úteis em março, devido ao carnaval. O ministro Carlos Lupi disse que é preciso aguardar os próximos meses para observar se há, de fato, algum mudança de ritmo no mercado de trabalho.

"Março foi um mês atípico, e o resultado não tem, ainda, a meu ver, relação com uma possível desaceleração da economia. O mercado de trabalho está muito ligado ao mercado interno, e não vejo nestes dois demonstrações claras de desaquecimento. Pelo contrário, o Brasil continua produzindo muito e vendendo para os brasileiros", afirmou Lupi. "Sou um otimista. Temos um país continental e continuo acreditando que chegaremos aos 3 milhões de novos empregos esse ano", diz Lupi

Também no primeiro trimestre, os salários médios de admissão tiveram aumento de 2,92% em relação igual período de 2010. O valor, que toma como referência o INPC médio do IBGE, atingiu R$ 894,32.