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Tolmasquim diz que energia elétrica não é gargalo para crescimento do país

por Isabela Vieira, da Agência Brasil publicado 28/03/2011 12h55, última modificação 28/03/2011 13h12

Rio de Janeiro – O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, garantiu nesta segunda-feira (28) que a "energia elétrica não é mais um gargalo" e disse que há excedente para alimentar um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 7% ao ano até 2014.

Durante o 1º Seminário Sobre Matriz Energética no Brasil, no Rio, Tolmasquim explicou que a previsão é de que, entre 2011 e 2012, o excedente de energia fique entre 3 mil e 3,5 mil megawatts médios. O montante excedente equivale a uma taxa entre 5% e 5,5% da carga total.

Para 2013 e 2014, considerando o que foi contratado e a construção de usinas, o excedente deve variar entre 5 mil e 5,7 mil megawatts médios. Para o período, Tolmasquim calcula um excedente entre 6,8% e 7,1% da carga gerada no país.

"O Brasil pode crescer 7% ao ano. A energia não é mais um gargalo. Até 2019, 70% do que a gente precisa para os próximos dez anos estão contratados", declarou. 

O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner Moreira, reforçou que não faltará energia para manter um crescimento médio da economia de 8% ao ano.

"Estamos planejados para atender o crescimento de 5% ao ano, mas, se crescer 8% não faltará energia. Temos todo o planejamento para acréscimo de contratações", disse.

No entanto, o diretor da Aneel destacou que são necessários avanços técnicos nas áreas de distribuição e transmissão de energia. "O Brasil não tem como conviver com apagões", afirmou em referência ao blecaute ocorrido na Região Nordeste no começo do ano.

"Temos que passar por evoluções grandes em transmissão e distribuição", disse Hubner.

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