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Ipea prevê excedente de mão-de-obra em 2010

Segundo instituto, 653 mil trabalhadores qualificados não serão absorvidos pelo mercado este ano, quando deverão ser criados 2 milhões de empregos
por Bruno Bocchini publicado 10/03/2010 19h09, última modificação 10/03/2010 19h17
Segundo instituto, 653 mil trabalhadores qualificados não serão absorvidos pelo mercado este ano, quando deverão ser criados 2 milhões de empregos

São Paulo – O Brasil deverá ter um excedente de mão-de-obra qualificada em 2010. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o ano fechará com 653 mil trabalhadores, qualificados e com experiência profissional, que não serão absorvidos pelo mercado. A estimativa é de um universo de 19,3 milhões de pessoas com qualificação e experiência profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.

Segundo o Ipea, a economia brasileira deve criar 2.000.607 empregos neste ano. O estado de São Paulo deve ser responsável pela maioria dos novos postos de trabalho, num total de 700.053.

O levantamento mostra que os setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o industrial, agrícola e o de serviços sociais – coletivos e individuais. No entanto, outros setores deverão registrar escassez de mão de obra qualificada, como comércio, alojamento, saúde, educação e alimentação. No estado de São Paulo, faltará mão de obra na construção civil.

O estudo aponta que haverá ao longo do ano 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado e, como 19,3 milhões desses têm a qualificação exigida para o trabalho, a conclusão é que, na outra ponta, 22,2% dos trabalhadores não têm a qualificação para a demanda existente.

“Dessa forma, a massa de trabalhadores sem qualificação requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados”, diz o estudo.

Fonte: Agência Brasil