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Bancos brasileiros são os mais rentáveis das Américas

Instituições dos Estados Unidos mantém-se como as mais lucrativas, apesar da crise financeira
por anselmomassad publicado 30/03/2010 14h51, última modificação 30/03/2010 15h12
Instituições dos Estados Unidos mantém-se como as mais lucrativas, apesar da crise financeira

Rentabilidade é o quanto o lucro representa em relação ao patrimônio total (Foto: Sanja Gjenero/Sxc.hu)

São Paulo - Os bancos brasileiros foram os mais rentáveis das Américas em 2009, diz um estudo da consultoria Economática. As instituições de maior porta dos Estados Unidos apresentam-se como as mais lucrativas do continente, apesar da crise econômica enfrentada no último ano.

A rentabilidade sobre patrimônio diz respeito ao quanto o lucro obtido representa em relação ao patrimônio. Na prática, significa o quanto a empresa cresce em um ano sem precisar realizar novos investimentos. É nesse quesito que os três bancos brasileiros incluídos na pesquisa – com ativos superiores a US$ 100 bilhões – mostraram-se com vantagens. Bancos canadenses não foram considerados.

Com lucros de US$ 4,6 bilhões a US$ 5,8 bilhões, o Banco do Brasil teve 34,7% de rentabilidade, contra 24,2% do Itaú-Unibanco e 23,8% do Bradesco. São as três primeiras posições do ranking que analisa 20 instituições. Esses resultados deixaram os donos dos maiores lucros para trás.

Goldman Sachs, Wells Fargo, JP Morgan Chase, Bank of America são os primeiros colocados em termos de lucratividade, de US$ 6,2 bilhões a US$ 13,38 bilhões em 2009. Durante o auge da crise financeira, as quatro instituições receberam socorro do governo dos Estados Unidos para evitar uma quebra.

Estudos anteriores de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Fórum Econômico Mundial apontam que os bancos brasileiros estão entre os que praticam as maiores margens (spread) na comparação com todos os outros países pesquisados. A diferença entre a remuneração paga a quem deposita recursos e o cobrado de pessoas que tomam empréstimos é apontada como um dos motivos para a alta rentabilidade dos bancos.

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