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Taxa de desemprego em janeiro foi a menor para o mês desde 1998

Segundo o Dieese e a Fundação Seade, em 12 meses o mercado de trabalho em seis regiões criou 328 mil vagas; rendimento médio cresceu
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 24/02/2010 11h07, última modificação 24/02/2010 11h09
Segundo o Dieese e a Fundação Seade, em 12 meses o mercado de trabalho em seis regiões criou 328 mil vagas; rendimento médio cresceu

São Paulo - A taxa de desemprego nas seis regiões pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese ficou praticamente estável em janeiro, atingindo 12,6%, ante 12,5% no mês anterior. Segundo o Dieese e o Seade, foi a menor taxa para o mês desde 1998. Em janeiro de 2009, a taxa foi de 13,2%. O número de desempregados foi estimado em 2,528 milhões, 4 mil a menos em relação a dezembro e 79 mil a menos em 12 meses.

Tanto a População Economicamente Ativa (PEA) como a ocupação recuaram na comparação mensal, fazendo com que a taxa quase não saísse do lugar. A PEA caiu 0,7% (143 mil pessoas a menos no mercado de trabalho), enquanto o número de ocupados diminuiu 0,8% (139 mil a menos), comportamento típico para o período, segundo os técnicos. Já em 12 meses, 248 mil pessoas entraram no mercado (alta de 1,3% na PEA), que por sua vez abriu 328 mil vagas (crescimento de 1,9% na ocupação), fazendo recuar a taxa e o número de desempregados.

Também na comparação mensal, as taxas médias de desemprego recuaram levemente nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (de 9,8% para 9,6%) e de São Paulo (de 11,9% para 11,8%, praticamente estável) e tiveram alta no Distrito Federal (de 14,5% para 14,7%), Porto Alegre (de 9,4% para 9,7%), Recife (de 17,5% para 17,9%) e Salvador (de 17% para 17,7%). Em relação a janeiro do ano passado, apenas a taxa de Belo Horizonte aumentou.

O rendimento médio dos assalariados foi estimado em R$ 1.318 em dezembro. O valor representa alta de 1,1% sobre novembro e de 1,7% ante dezembro de 2008. A massa de rendimentos aumentou 1,8% no mês e 2,8% em 12 meses.