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Procon-SP constata juros do cheque especial ainda a 175% ao ano

Apesar de leve redução, taxas permanecem elevadas. Apenas a Caixa Econômica Federal alterou percentual cobrado
por Redação da RBA publicado 09/12/2009 12h33, última modificação 09/12/2009 12h43
Apesar de leve redução, taxas permanecem elevadas. Apenas a Caixa Econômica Federal alterou percentual cobrado

A taxa média dos juros cobrados do cheque especial caiu 0,01 ponto percentual no início de dezembro, comparado a novembro, passando de 8,79% para 8,78% ao mês. Isso significa 175% ao ano. Os dados constam de levantamento da Fundação Procon de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania.

Os dados referem-se a dez instituições - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. A única mudança constatada no período, que foi a redução da taxa praticada pela Caixa (de 6,75% para 6,72%ao mês).

Quanto às correções do empréstimo pessoal, a taxa ficou estável em 5,17%. No acumulado do ano, a taxa média do empréstimo pessoal caiu 1,08 ponto percentual e a do cheque especial, 0,55 ponto percentual.

O quadro mostra alteração no comportamento das instituições em comparação a dezembro de 2008, quando o mercado indicava reflexos da crise financeira internacional. Naquele período, as variações dos juros acumulados no ano tiveram altas de 0,98 ponto percentual sobre o empréstimo pessoal e de 1,12 ponto percentual no caso do cheque especial.

Os analistas econômicos do Procon alertam que as projeções de crescimento econômico para 2010 podem levar a política monetária a “endurecer um pouco”, no próximo ano. Ou seja, para manter a inflação sob controle, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode elevar a taxa de juros básica, a Selic, o que terá reflexos no crédito ao consumidor.

A recomendação do Procon é de cautela nas compras a prozo para o Natal. Além disso, lembra que o consumidor deve dar prioridade para quitar dívidas e trocar débitos mais caros por planos com taxas mais reduzidas.

Clique aqui para acessar o estudo (em PDF).

Com informações da Agência Brasil

 

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