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Corte de impostos foi de R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos, diz Mantega

por Daniel Lima publicado 17/11/2009 18h35, última modificação 17/11/2009 18h36

ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador Tasso Jereissat e o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, participam do 4º Encontro Nacional da Indústria, promovido pela CNI (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Brasília - As desonerações de impostos chegarão a  R$ 25 bilhões este ano, totalizando nos últimos cinco anos R$ 100 bilhões, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As medidas, segundo ele, foram adotadas principalmente para estimular os investimentos das empresas brasileiras.

O ministro lembrou que em 2008, antes da crise, o investimento total na economia brasileiar passou de 16% para  19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) . De acordo com ele, esse valor não é suficiente ainda, mas se não fossem os problemas econômicos enfrentados em 2009, o Brasil chegaria a 21% em 2010.

A uma plateia de empresários, o ministro prometeu que o governo deve adotar medidas para o que chamou de "agenda da competitividade" para enfrentar com países da Ásia. “Não vamos deixar que a indústria seja vencida por uma competição que é desleal. Uma coisa é produtividade. É a competência, que a indústria brasileira tem muita.”, disse.

Mantega foi aplaudido ao divulgar estudo do banco de investimentos Goldman Sachs, segundo o qual o câmbio de equilíbrio para o Brasil (o valor do dólar levando em conta a inflação e o nível de produtividade) seria de R$ 2,60 e não o nível atual de R$ 1,70. Com o real muito forte, as exportações ficam caras e os produtos brasileiros deixam de ser competitivos. Mantega, no entanto, se apressou em dizer que o estudo não endossa o que o governo considera câmbio ideal.

“Não sou eu que estou dizendo. O ministro da Fazenda não tem câmbio de equilíbrio. É bom deixar isso claro. Imagine a indústria brasileira com câmbio de R$ 2,60. Venceríamos a todos: a indústria chinesa, a coreana, porque temos um câmbio sobrevalorizado em 50% em relação à moeda chinesa e em 40% em relação à moeda coreana”, disse Mantega, dirigindo-se ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. 

Fonte: Agência Brasil

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