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Vivendi não tem pressa em selar acordo com GVT, diz fonte

por Guillermo Parra-Bernal publicado 20/10/2009 18h30, última modificação 20/10/2009 18h31

São Paulo - O grupo francês de mídia Vivendi está avaliando as opções para uma possível aquisição da empresa brasileira GVT e não tem pressa em comprar a companhia, disse uma fonte à Reuters nesta terça-feira (20).

Neste mês, a espanhola Telefónica lançou uma oferta não-solicitada para comprar a GVT por U$ 3,7 bilhões, superando a proposta da Vivendi feita em setembro, que avaliou a empresa-alvo em cerca de U$ 3 bilhões.

A Vivendi encara a GVT como perfeita para sua estratégia de capturar clientes de mais valor no Brasil, o maior mercado de telecomunicações da América Latina.

O grupo francês já concluiu a "due diligence", ou avaliação de ativos, para uma transação e o Conselho autorizou a diretoria a fazer uma oferta formal pela GVT.

Neste momento, uma contraproposta em relação ao que foi apresentado pela Telefónica permanece uma opção, disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

A Vivendi tem um histórico de não se envolver em guerras de preços por aquisições, lembrou a fonte.

Se a Vivendi quiser superar a proposta da Telefónica pela GVT terá que oferecer no mínimo R$50,40  por ação da empresa, 5% a mais do que os R$ 48 apresentados pela unidade brasileira do grupo espanhol e 20% acima do valor original proposto pela Vivendi, de R$ 42.

A fonte não elaborou sobre as possíveis opções do grupo francês.

A ofensiva da Vivendi no Brasil segue orientação do presidente-executivo do grupo, Jean-Bernard Levy, de se expandir em mercados emergentes de rápido crescimento.

A Vivendi controla operadoras de telefonia móvel na França e no Marrocos e a maior gravadora do mundo.

A diretoria da Vivendi tem dito que a compra de ativos não colocará em risco o rating grau de investimento da companhia e sua política de dividendos.

A fonte disse que a eventual compra da GVT pela Vivendi não enfrentaria problemas antitruste.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse à Reuters nesta terça-feira (20) que não vê obstáculos no âmbito competitivo e saudou as ofertas de compra da GVT.

A Telefónica já tem forte presença no Brasil por meio da Telesp, operadora de telefonia fixa em São Paulo. O grupo espanhol divide ainda o controle da operadora móvel Vivo com a Portugal Telecom.

Fonte: Reuters

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