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Mantega: PAC ajudou país a se recuperar da crise econômica

por Daniel Lima publicado 08/10/2009 14h12, última modificação 08/10/2009 14h12

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (8) que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está cumprindo os objetivos básicos, pois o país apresentou capacidade de recuperação diante da crise econômica, em grande parte, por causa desses investimentos. Mantega afirmou que o Brasil tem atravessado essa fase com um bom desempenho, em comparação com outros países.

“Tudo isso mantendo o equilíbrio das contas públicas e sólidos os fundamentos da economia brasileira. Temos cumprido os objetivos, apesar da crise econômica mundial que acometeu todos os países”, afirmou Mantega, ao participar do oitavo balanço do PAC, no Palácio Itamaraty.

Pelos números apresentados pelo ministro, a economia deverá crescer 1% em 2009 e 4,5% no ano que vem, podendo chegar a 5%. “Alguns dizem até mais do que isso. Portanto, estamos cumprindo rigorosamente a principal meta do PAC, que é um patamar de crescimento mais elevado no país.” Ele afirmou que o governo já trabalha com a hipótese de que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre tenha um crescimento de 2% a 2,2% e um resultado anualizado entre 8% e 10%.

Quanto à produção industrial, o ministro lembrou que, embora o setor tenha sofrido mais com a crise, principalmente devido às exportações, tem demonstrado um poder de recuperação sólida. Mantega comparou o crescimento da produção industrial no início do quarto trimestre do ano passado, quando estava em 111,5 pontos, com o índice no final do ano, quando o Brasil foi atingido pela crise, caindo para 89 pontos.

“Estamos aquém do crescimento que estávamos no ano passado. Nós ainda temos um caminho a percorrer até chegar aos 111 pontos”. Guido Mantega destacou ainda a evolução do setor automobilístico, por ser emblemático e representar uma parte importante da produção industrial, além de mostrar a eficácia das medidas do governo para recuperar a economia.

O ministro disse que, no início da crise, o Brasil vendia 268 mil veículos. Esse número caiu para 177 mil no pior momento da crise. Ao decidir pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e pelo aumento do crédito dirigido para o mercado de automóveis, houve uma recuperação e em setembro foram vendidos 308 mil, considerado um recorde para as vendas mensais do setor.

“O setor é um dos poucos no mundo que está vendendo mais do que no ano passado. Passa por uma recuperação bem maior do que o de outros países”, afirmou.

O ministro da Fazenda citou ainda a recuperação do emprego, pois, segundo ele, em plena crise o Brasil continua a gerar novos postos de trabalho. Este ano, conforme os dados apresentados por ele, foram gerados quase 700 mil empregos, com projeção para o final do ano de 1 milhão de novos postos.

“Portanto, um dos objetivos do PAC, que é a geração de empregos, mesmo com as dificuldades da crise, está sendo alcançado”. Outro ponto destacado pelo ministro foi o mercado de massa, que, mesmo diante das turbulências econômicas, teve uma “pequena oscilação, mas continua em expansão” com consequências positivas sobre a atividade econômica

O ministro citou ainda a redução da vulnerabilidade externa do país, pelas reservas internacionais de US$ 225 bilhões, e da taxa básica de juros (Selic) hoje em 8,75% ao ano [5% ao ano em termos reais]. “Mudamos um paradigma. Porque antes se acreditava que o Brasil só funcionava com altas taxas de juros. Esse mito está desfeito pela realidade. A crise ajudou.”

Fonte: Agência Brasil






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