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Feira no Paraná exibe produtos da agroindústria familiar

Organizadores esperam movimento de R$ 2,5 milhões em negócios e apontam que consumidor encontra produtos que não são feitos pela indústria convencional
por João Peres, da RBA publicado 08/07/2009 12h05, última modificação 10/07/2009 10h00
Organizadores esperam movimento de R$ 2,5 milhões em negócios e apontam que consumidor encontra produtos que não são feitos pela indústria convencional

Imagem da edição do ano passado. Em 2009, expectativa é oferecer 1.500 artigos (Foto: divulgação)

Há mais de uma década, preocupado com o êxodo rural, o governo do Paraná criou medidas para incentivar a agroindústria familiar. O programa logo começou a dar efeito, mas faltava um lugar para que os produtores pudessem se reunir para fecharem negócios e trocarem informações.

Foi então que surgiu a Feira Sabores do Paraná, que na edição entre 22 e 26 de julho completa dez anos. Hoje, a estimativa dos organizadores é de que o evento no Parque Barigui, em Curitiba, movimente R$ 2,5 milhões em negócios, reunindo 250 agroindústrias – contra 13 na edição inicial.

Para o coordenador do programa Agroindústria Familiar – Fábrica do Agricultor, Abdel Naser, a feira abriu espaço para os produtores inclusive nos supermercados, que agora contam com gôndolas dedicadas a esses setores. A grande vantagem, segundo ele, é a possibilidade de fabricação de produtos que não despertam interesse das grandes indústrias.

Segundo Abdel Nasser, a fórmula é simples: transformar em renda aqueles gêneros que já eram produzidos dentro das pequenas propriedades, como leite, suínos e frutas. O organizador da feira lembra que os pequenos proprietários não têm condições de cultivar commodities como soja, milho e trigo.

Para ele, a situação do setor hoje é outra: os empresários praticamente não precisam de crédito para sustento e expansão dos negócios, garantindo-se apenas com a renda gerada pelas vendas. O êxodo rural certamente foi reduzido: “muitos filhos agricultores, que não tinham oportunidade, saíam para estudar e não retornavam. Mas agora está ocorrendo o contrário: está saindo para se formar em Engenharia de Alimentos, por exemplo, e então volta para gerenciar o negócio”.

A situação do consumidor também mudou, segundo Abdel Naser. “Ele aceitou esse tipo de produto. Não está olhando o preço, mas a qualidade e o tipo de produto. É bom ressaltar que são produtos regularizados do ponto de vista sanitário e ambiental”.

Na edição deste ano, as agroindústrias prometem novos tipos de patês, de conservas, de queijos e de doces. A Sabores do Paraná terá dois restaurantes com massas e comidas típicas, além de lanchonetes com produtos especiais.

Além da edição em Curitiba, a feira tem versões menores no interior ao longo do ano.