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Classificação dá marca Ceagesp ao produto

Frutas, legumes, verduras, pescados e flores são classificados por lotes homogêneos nos entrepostos; preços são formados a partir desse processo
por Evelyn Pedrozo, da RBA publicado 10/07/2009 14h45, última modificação 10/07/2009 17h15
Frutas, legumes, verduras, pescados e flores são classificados por lotes homogêneos nos entrepostos; preços são formados a partir desse processo

O produto que sai da Companhia de Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo não é o mesmo que chega. Ao adentrar os portões, frutas, legumes, verduras, pescados e flores passam por um processo de classificação. Saem de lá com valor agregado e a marca Ceagesp.

Esse processo é realizado por biólogos, engenheiros agrônomos e nutricionistas. Os produtos são classificados em lotes homogêneos por cor da casca e da polpa, tamanho, qualidade, classe, defeitos leves e graves, categoria, apresentação, uma etapa que, segundo o presidente da empresa, Rubens Boffino, exige profissionalização porque o produtor, em geral, não sabe classificar seu produto.

Os preços dos produtos são formados a partir dessa classificação. A definição dos valores depende da origem, de quanto a mercadoria foi manuseada, se, por exemplo, a fruta tem proteína, se tem muita água. "Tudo isso influencia a precificação", explica o presidente da empresa, Rubens Boffino. Diariamente são classificados cerca de 600 produtos.

A Ceagesp não compra nem vende produtos. A empresa abre e administra espaço para a comercialização atacadista. "A prioridade é contribuir para o escoamento das safras e levar ao consumidor o melhor produto pelo menor preço", afirma Boffino.

O executivo conta que antigamente a classificação era feita por atravessadores, de forma aleatória, mas que hoje essa é a expertise da Ceagesp. "Utilizar a classificação é unificar a linguagem do mercado e de toda a cadeia de produção para que haja transparência na venda, melhores preços e qualidade, e menor perda", .

Todos os dias, pesquisadores da Ceagesp percorrem os pavilhões da central atacadista, entre 4h e 6h, coletando preços. A tabulação dos preços é publicada na Tabela Ceagesp, que aponta o valor de cada produto comercializado, com todas as suas características. "Depende de quanto os produtores trazem para cá. Aqui, em tempo real, a gente vê qual é a oferta e a demanda para formar o preço", explica Boffino. 

Uma variável sempre aferida é a questão climática. "No começo do ano, o calor e as chuvas prejudicam as folhas, e o preço sobe", exemplifica Boffino.

Esses preços são utilizados por quase todas as unidades públicas de municípios e estados como índice de referência para vale-refeição, merenda e toda a gama de atividades que envolva compra de alimentos, explica Boffino.

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