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Lula deve aceitar aumento gradual do IPI para carros, diz fonte

Ministério da Fazenda defende que as desonerações sejam reduzidas gradualmente a partir de julho, mas que a taxação, ao final, permaneça abaixo dos patamares pré-crise
por Natuza Nery e Isabel Versiani publicado 24/06/2009 19h41, última modificação 24/06/2009 19h42 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.
Ministério da Fazenda defende que as desonerações sejam reduzidas gradualmente a partir de julho, mas que a taxação, ao final, permaneça abaixo dos patamares pré-crise

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a aceitar a proposta do Ministério da Fazenda de prorrogar a desoneração do IPI para automóveis com aumento gradual da alíquota. O imposto menor é válido até 30 de junho.

Segundo um ministro, que falou à Reuters nesta quarta-feira (24) sob a condição do anonimato, "dificilmente isso seria suspenso (a prorrogação do IPI menor) e pode ser mantido (dentro dessa nova fórmula)".

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para carros teve início em dezembro como medida para estimular o consumo em meio à desaceleração econômica gerada pela crise financeira. Foi prorrogada em março por três meses.

O Ministério da Fazenda defende agora que as desonerações para os automóveis sejam reduzidas gradualmente a partir de julho, mas que a taxação, ao final, permaneça abaixo dos patamares pré-crise.

A cobrança do IPI incidente sobre automóveis de até 1.000 cilindradas foi reduzida de 7% para zero em dezembro. Para os carros de 1.000 a 2.000 cilindradas, a tarifa foi cortada à metade.

Em entrevista à Reuters este mês, Lula defendeu uma política permanente de redução do IPI. Como ao final a taxação ficaria abaixo do período anterior a crise, a proposta da Fazenda casa com a vontade do presidente.

A fórmula de um IPI menor, mas com aumento gradual da alíquota atende a duas preocupações: manter o estímulo ao comércio de automóveis e, ao mesmo tempo, não criar um problema na arrecadação do governo, em queda por conta da desaceleração econômica e de outras medidas de desoneração.

Fonte: Reuters

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