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Pobreza segue em queda nas regiões metropolitanas

Ipea conclui que o aumento real do salário mínimo e a existência de uma rede social de garantia de renda contribuem para que a base da pirâmide social não seja a mais atingida
por Evelyn Pedrozo, da RBA publicado 20/05/2009 17h21, última modificação 20/05/2009 17h22
Ipea conclui que o aumento real do salário mínimo e a existência de uma rede social de garantia de renda contribuem para que a base da pirâmide social não seja a mais atingida

A pobreza nas seis regiões metropolitanas do país não vem aumentando desde o início da contaminação do Brasil pela crise internacional. Pelo contrário, o estudo “Pobreza a crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), constata a continuidade de sua queda até abril. Os dados foram apresentados pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, nesta terça-feira, dia 19, durante o 21º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro.
Os dados diferem de outros períodos de forte desaceleração econômica. Segundo Pochmann, de maneira geral, as recessões de 1982/83 e de 1989/90 impuseram forte aumento da pobreza no Brasil metropolitano. "Ainda que a taxa de pobreza não tenha se elevado tanto como nos períodos recessivos, a desaceleração de 1998/99 impôs perdas importantes à base da pirâmide social."
O estudo conclui que entre as possíveis razões para a recente trajetória de pobreza metropolitana encontram-se as políticas públicas. A elevação do valor real do salário mínimo e a existência de uma rede de garantia de renda aos pobres contribuem para que a base da pirâmide social não seja a mais atingida.
Esses efeitos são válidos também para o interior do país, onde os efeitos do Bolsa Família e, sobretudo, da aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), são ainda mais presentes em termos de proporção sobre a população.

 

 

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