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Moradias precárias, fome e desemprego: retratos de um Brasil que Bolsonaro finge não ver

Em um bairro do Rio de Janeiro, reportagem do "Seu Jornal", da TVT, mostra as adversidades enfrentadas por famílias que sobrevivem com o mínimo e em casas com quase nenhuma infraestrutura
Publicado por Clara Assunção
12:00
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Moradores de Santa Cruz denunciam que a além da fome e do desemprego, bairro não dispõe de saneamento básico expondo idosos e crianças ao perigo

São Paulo – No segundo capítulo da série sobre a fome, a repórter Viviane Nascimento, do Seu Jornal, da TVT, mostra como as famílias de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, tentam sobreviver com o mínimo. Um quadro em que miséria, desemprego e moradias precárias se cruzam no bairro da capital fluminense. Por pelo menos 30 anos, o Jair Bolsonaro atuou na região, como parlamentar pelo estado. Mas o hoje presidente diz desconhecer essa realidade, apesar da iminência da fome que marca os moradores que vivem ali.

“A gente não tem ajuda de nada”, afirma a moradora Priscila Alves de Medeiros sobre a condição de um dos bairros mais pobres da cidade. Desempregada, Priscila relata que quando tem alimentos precisa cozinha-los em um fogão de lenha improvisado. Sem fogo elétrico ou gás de cozinha, ela lista uma série de equipamentos e estruturas que não tem acesso.

De acordo com dados da Prefeitura do Rio, levantados em maio, após a tragédia de Muzema, em que dois prédios irregulares desabaram, além de um déficit habitacional de mais de 220 mil famílias, atualmente, 237.824 residências foram construídas sem banheiro e com problemas de infraestrutura.

A moradora Hanna Araújo ainda destaca como um dos problemas mais urgentes do bairro é a falta de saneamento básico. “Quando chove fica todo mundo embaixo d’água e (também precisa) de melhorias no esgoto e tubulações”, explica. Além dos problemas estruturais, a população local  também apresenta queixas com relação ao acesso à saúde que deixam idosos e crianças mais vulneráveis.

Voluntário na região, Marcos Fagundes Martins diz que junto com o aumento do desemprego, que atinge pouco mais de 1,3 milhão de pessoas no estado do Rio, veio o crescimento da fome. “Têm famílias e pessoas com fome, que precisam de ajuda. É muito triste chegar no lugar e ver uma pessoa que quer trabalhar, mas não tem oportunidade”, avalia Martins.

Assista à reportagem da TVT