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Intercept revela novo escândalo: ‘No Fux a gente confia’, diz Moro a Dallagnol

Conversa foi revelada na noite desta quarta pelo editor do "Intercept" Leandro Demori, na Bandnews. O diálogo foi lido pelo jornalista Reinaldo Azevedo
Publicado por Helder Lima, da RBA
07:30
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Pedro Ladeira/Folhapress

"Fux disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele rs", acrescentou

São Paulo – Um diálogo inédito entre Deltan Dallagnol e procuradores revela o apoio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux à Lava Jato. A conversa foi revelada na noite desta quarta-feira (12) pelo editor do The Intercept Brasil Leandro Demori, na Bandnews. O diálogo foi lido pelo jornalista Reinaldo Azevedo.

Em um grupo de procuradores, Dallagnol conta ter conversado “mais uma vez com Fux hoje, reservado, é claro”. “O ministro Fux disse quase espontaneamente que Teori Zavascki fez queda de braço com Moro e se queimou, e que o tom da resposta de Moro foi ótimo”, escreveu. Zavascki morreu em acidente de avião cuja investigação corre em segredo de Justiça.

“Fux disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele rs”, acrescentou. “Mas os sinais foram ótimos, falei da importância de nos protegermos como instituições, especialmente no novo governo”, completou.

As mensagens foram encaminhadas por Dallagnol para o então juiz Sérgio Moro, que respondeu, em tom de intimidade. “Excelente, in Fux we trust”, escreveu Moro, em inglês, o que pode ser traduzido como “no Fux a gente confia”.

Fux foi o ministro que barrou, no STF, a entrevista que o ex-presidente Lula concederia antes das eleições de 2018.

O ministro Fux chegou a chamar Moro de “excelente”  escolha para o Ministério da Justiça, no ano passado. “Excelente nome. Imprimirá no Ministério da Justiça a sua marca indelével no combate à corrupção e na manutenção da higidez das nossas instituições democráticas, prestigiando a independência da PF, MP e Judiciário. A sua escolha foi a que a sociedade brasileira o faria se consultada. É um juiz símbolo da probidade e da competência. Escolha por genuína meritocracia”, disse.