entrevista

Primeira DJ mulher de comunidade, Iasmin Turbininha brilha no funk carioca

"Rico quando está estressado não vai em uma boate gastar seus milhões? Por que o pobre não pode curtir um baile perto de casa?", questiona a DJ

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A DJ explica que ela é a primeira DJ de comunidade, mas que diversas outras mulheres já brilharam como MCs

São Paulo – Única DJ carioca de funk em ação, Iasmin Turbininha foi entrevistada pelo repórter Pedro Stropasolas, do Brasil de Fato, em matéria veiculada pelo Seu Jornal, da TVT. Em pauta, como é ser representante das mulheres em um movimento que mobiliza e transforma vidas nas periferias brasileiras. O alcance da sua música é crescente e hoje Iasmin já carrega mais de 250 mil seguidores em suas redes sociais.

Iasmin explica que ela é a primeira DJ de comunidade, mas que diversas outras mulheres já brilharam como MCs. “Sempre tiveram mulheres como MCs, mas poucas também. Fico muito feliz”, afirma a artista.

“Hoje em dia, o funk serve de muita inspiração para a garotada”, comenta. “A garotada da favela quer ser um DJ hoje em dia. Antigamente, era muito jogador de futebol. Hoje, com o funk sendo valorizado, a galera vê isso como inspiração. Por mais que o funk seja muito criticado e desvalorizado, ainda está sendo visto”, completa a DJ.

preconceito em relação ao funk revela a desigualdade e o estigma do cotidiano das comunidades. Movimentos elitistas chegaram a cogitar uma “proibição” à expressão cultural. “Querendo ou não, é difícil de se viver nas comunidades. As pessoas falam que todo fim de semana tem baile, mas é um bagulho pra relaxar. O rico quando está estressado não vai em uma boate gastar seus milhões? Por que o pobre não pode curtir um baile perto de casa? Às vezes nem bebe, só vê as pessoas que queria ver”, completa.

Iasmin ainda comentou sobre a chacina ocorrida em Paraisópolis em 1º de dezembro do ano passado, quando policiais militares mataram nove pessoas em um baile em São Paulo. “Como aconteceu isso? Por que? O certo não era pegar um ladrão e levar para a delegacia? Se pegasse um saindo de uma rave com várias drogas não levaria para a delegacia? Bateria antes?”, questiona a DJ.

Assista à íntegra da entrevista: