"rir e se irritar"

Cronista Carlos Castelo mostra sua produção em dois livros que lança nesta quarta

"Frases Desfeitas" reúne aforismos, pensamentos e máximas de humor, enquanto "Crônica por Quilo" tem textos publicados nos últimos cinco anos

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"Quando não se pode construir nada de bom, o que nos resta é esculhambar", defende o escritor

São Paulo – O escritor Carlos Castelo participa hoje (11) de lançamento duplo em São Paulo. Seus livros Crônica por Quilo e Frases Desfeitas serão apresentados ao público das 19h às 21h30, na Livraria Martins Fontes, que fica na Avenida Paulista, 509.  “Convido vocês para o lançamento duplo”, escreveu, em comunicado.

“O primeiro livro , ‘Frases Desfeitas, tem mil aforismos, pensamentos, máximas de humor com ilustrações do cartunista Nani. O segundo livro, que se chama ‘Crônica por Quilo’, tem o mesmo nome da coluna que faço toda quinta-feira no Estadão. Selecionei 88 crônicas dentre centenas que já fiz. Chamo vocês para a livraria Martins Fontes. Vou estar lá e aguardo todos”, disse o cronista.

Sua coluna, que deu origem ao livro Crônica por Quilo, estreou no jornal O Estado de S.Paulo em 23 de junho de 2014. Foram 270 textos no total. Entre os temas abordados, destaque para as sátiras políticas, críticas aos costumes, paródias, micro relatos, poesias, aforismos, contos surreais, ficções e histórias improváveis. Sempre com forte veia humorística.

“Quando não se pode construir nada de bom, o que nos resta é esculhambar”, defende o escritor. Paulo Caruso, cartunista e chargista, assina o prefácio da obra. “Foi um dos colaboradores do grupo musical satírico Língua de Trapo, cujo estilo o nome já define”, afirma Caruso. “Misto de filósofo, jornalista e escritor, como um personagem que ele próprio se caracterizava nos palcos, é antes de tudo um caçador de si”, completa.

A carreira de Castelo como cronista profissional começa na década de 1980, quando escrevia às sextas-feiras na coluna Antena, do Estado. Ao lado dele, nomes como Caio Fernando Abreu, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino. “Eu era café com leite”, diz o cronista. Agora, mais experiente, coleciona admiradores como Luis Fernando Verissimo e Ruy Castro, que diz sobre o autor: “Quer rir e se irritar? Leia uma máxima de Castelo”.