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Do rock, ao frevo e beats eletrônicos, Flaira Ferro apresenta seu disco ‘Virada na Jiraya’

Clima dançante e combativo é a marca do novo trabalho da artista pernambucana, destaque no cenário da música nordestina
Publicado por Luciano Velleda, para a RBA
08:52
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Divulgação

Em "Virada na Jiraya", Flaira Ferro apresenta composições que passam pela ironia, a raiva, o otimismo, discursos políticos e existenciais

São Paulo — Cantora, compositora e dançarina, Flaira Ferro é a convidada do programa Hora do Rango desta quarta-feira (27), a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual. Destaque na cena da música independente e autoral nordestina, a recifense lançou em 2015 seu primeiro álbum, Cordões Umbilicais, com arranjos inspirados nos ritmos brasileiros misturados com a música pop, eletrônica e erudita. Agora no final de outubro, Flaira apresentou seu segundo disco, Virada na Jiraya, com 12 faixas, sendo 11 compostas pela artista da nova geração de compositores e representantes da música pernambucana.

“Esse termo ‘virada na jiraya’ me remete à medicina da lucidez, ao anti-enlouquecimento. É um jeito bem humorado de transformar a raiva e os sentimentos de baixa frequência em combustíveis de transição para a conexão com nossa verdade”, define Flaira.  “O jiraya simboliza a precisão. É o arquétipo do ninja, da agilidade dotada de grande inteligência física e emocional. Estar ‘virada na jiraya’ é trazer essas ações de poder para o corpo feminino.”

O novo álbum é uma produção independente e conta com as participações de Chico César na música Suporto perder, do pianista Amaro Freitas em Maldita e das compositoras Isaar, Ylana, Sofia Freire, Paula Bujes, Laís de Assis e Aishá Lourenço na canção Germinar.

Com letras aguerridas e reflexivas, o disco une rock, frevo, samples e beats eletrônicos num clima dançante e combativo. Influenciada por artistas como Tom Zé, Rita Lee, Ave Sangria, Bjork, Chico César e Gilberto Gil, Flaira compõe canções que passam pela ironia, a raiva, o otimismo, discursos políticos e existenciais.

Seguindo a prática atual de cantores e músicos, antes de apresentar o disco completo Flaira Ferro lançou três singles. Coisa mais bonita foi o primeiro, em março de 2018, abordando a temática da liberdade sexual da mulher. Depois veio Revólver, lançada em fevereiro deste ano, unindo o frevo à sonoridade do rock eletrônico. O último single foi Suporto Perder, divulgado em agosto e com a participação de Chico César, que também convidou Flaira para participar do seu último disco, O Amor é um Ato Revolucionário, cantando na faixa Cruviana.

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário.