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A sétima arte

Compositor da trilha de “Bacurau”, Mateus Alves lança álbum de músicas para cinema

Arranjador e baixista conta no programa "Hora do Rango" os caminhos do encontro entre a música e o universo dos filmes
Publicado por Luciano Velleda, para a RBA
12:58
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Divulgação

“Escolhi as músicas que considero mais representativas do meu repertório de trilhas desde 2013 até hoje, as que funcionam sem estar no filme, pois muito do que produzimos para cinema são pequenos trechos ou texturas que só funcionam com imagens", explica Mateus Alves sobre o novo álbum "Música para Cinema"

São Paulo — O programa Hora do Rango abre a semana recebendo o compositor, arranjador e baixista recifense Mateus Alves, que, junto do irmão Tomas Alves, é o compositor das canções da trilha sonora do filme Bacurau, dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O programa começa a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual.

Mateus Alves está lançando seu sétimo álbum autoral da carreira, num projeto batizado de Música para Cinema. O disco compila as trilhas sonoras feitas por ele para diversos filmes, como Rodolfo Mesquita e as Monstruosas Máscaras de Alegria e Felicidade (2013), do diretor Pedro Severien, Amores de Chumbo (2017), de Tuca Siqueira, Brasil S/A (2014), do diretor Marcelo Pedroso, e Aquarius (2017), também de Kleber Mendonça Filho.

“Escolhi as músicas que considero mais representativas do meu repertório de trilhas desde 2013 até hoje, as que funcionam sem estar no filme, pois muito do que produzimos para cinema são pequenos trechos ou texturas que só funcionam com imagens”, explica Mateus Alves.

Com Brasil S/A e Aquarius, o compositor recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, respectivamente. No repertório do novo álbum, canções como O Lançamento do Operário Espacial e A Dança do Cortador de Cana, do filme Brasil S/A. Há também Wandenkolk, que faz parte da trilha original do curta-metragem de mesmo nome, assim como As Duas Estações Nordestinas I – Chuva, peça composta para a Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música.

“Essa peça foi utilizada no longa Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, de forma bem interessante, parecia até que tinha sido composta para o filme. Pra mim foi uma alegria poder ouvir uma peça que compus para outro propósito, como uma homenagem à orquestra e também ao compositor pernambucano Clóvis Pereira, dentro de um filme tão importante da nossa história cinematográfica”, diz Mateus.

No programa, o compositor e arranjador falar sobre as particularidades do trabalho de fazer trilhas para cinema, além de seus planos futuros, entre eles o de expandir suas músicas para o universo dos filmes e aprofundar o lado de arranjador e produtor musical. “Pretendo ampliar o leque de diretores e diretoras de cinema com os quais trabalho. Até então estou um tanto restrito a produções de filmes pernambucanos, logo quero expandir meu trabalho para São Paulo e outros estados do Brasil. E por que não o exterior? Pretendo também aprofundar meu trabalho de arranjador e produtor musical para artistas mais diversos, não guardo preferências musicais, gosto de som.”

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e também premiado pela APCA, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário, na Rádio Brasil Atual.