Caminhos abertos

Misto de rap, música de terreiro, MPB e funk, Aláfia lança seu quarto álbum, “Liturgia Samba Soul”

Banda apresenta suas influências e seu som abrindo a semana do programa "Hora do Rango", nessa segunda-feira (28)

Vinicius Barros/Divulgação
Grupo Aláfia lança seu quarto álbum, “Liturgia Samba Soul”, com músicas que falam de esperança e união

São Paulo — O programa Hora do Rango abre a semana recebendo, nessa segunda-feira (28), a banda Aláfia, a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual. Com sonoridade inspirada no samba-soul dos anos de 1970 e as raízes afro-brasileira, o grupo lança em 2019 seu quarto álbum, Liturgia Samba Soul.

Com 13 faixas que abordam temas como esperança e união, o novo trabalho conta com participações especiais de Carlos Dafé e Sueide Kintê. As influências sonoras estão marcadas em figuras como Tim Maia, Luiz Melodia, Leci Brandão, Dom Salvador, Racionais, Miles Davis, Milton Nascimento, entre outros.

A banda Aláfia é formada por Eduardo Brechó (voz e guitarra), Xênia França (voz), Jairo Pereira (voz), Alysson Bruno (percussão), Pedro Bandera (percussão), Lucas Cirillo (gaita), Pipo Pegoraro (guitarra), Gabriel Catanzaro (baixo), Gil Duarte (trombone e flauta), Filipe Gomes (bateria) e Fabio Leandro (teclado).

“O afeto é, mesmo, o nosso feitiço. E esse é o nosso som. A mensagem é muito mais sobre agregar do que dividir. Sempre somos guiados pelo passado e reinterpretamos o nosso presente. Aprendemos muito com os que vieram antes. Aláfia, hoje, é um estilo de vida. Como foi Sun Ra e sua Orquestra, o Parliament-Funkadelic, os Novos Baianos ou a Banda Black Rio”, destacam os integrantes da banda.

Segundo os músicos, Aláfia, que significa “caminhos abertos”, em ioruba, surge da digestão de diversas influências, como o rap, a música de terreiro, a MPB e o funk.

O primeiro álbum do grupo, o homônimo Aláfia, foi lançado em 2013. Dois anos depois veio o segundo, Corpura, em que a banda apresentou seu compromisso não só com a ancestralidade e matrizes brasileiras, mas também com a necessidade do diálogo sobre a realidade cultural e social do país. Em 2017, o terceiro disco, São Paulo não é sopaé considerado pela banda como um desdobramento de todo o trabalho realizado nos álbuns anteriores. Espécie de trilha sonora para a megalópole, São Paulo não é sopa enfatiza elementos eletrônicos, construindo um som mais sujo e urbano, retratando a vida nos vários bairros da cidade.

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e também premiado pela APCA, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário, na Rádio Brasil Atual.