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Entre o erudito e a viola caipira, a obra de Neymar Dias celebra a música brasileira

Violonista que já dividiu palco com Ivan Lins e Branford Marsalis é o convidado do programa "Hora do Rango" desta segunda-feira (14)

Divulgação
Atuando como compositor, arranjador e músico de estúdio, Neymar Dias é um profundo conhecedor da música regional brasileira

São Paulo – O violonista Neymar Dias é o convidado do programa Hora do Rango desta segunda-feira (14), a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual. Como autodidata, aprendeu a tocar viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim e, mais tarde, formou-se em composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM).

Filho de compositor de música caipira, Neymar Dias tem influências que vão do jazz à música erudita, com profundo conhecimento da música regional brasileira. Atua como compositor, arranjador e músico de estúdio, tendo trabalhado com importantes nomes da música brasileira, como Inezita Barroso, Tinoco, Monica Salmaso, Ivan Lins, Theo de Barros, Nana Vasconcellos, André Mehmari, Toninho Ferragutti, entre outros.

Em 2008, como contrabaixista, integrou o grupo do renomado saxofonista americano Branford Marsalis por uma turnê nos Estados Unidos, com o espetáculo “Brasilianos”. No ano seguinte, lançou seu primeiro álbum, Capim e, em 2010, o disco Intervalo, com seu quarteto de cordas e obras autorais, onde atuou como compositor, baixista, violeiro e arranjador.

Outros álbuns vieram nos anos seguinte, como Caminho de Casa, em 2012, no qual homenageia a música caipira, e Festa na Roça, em parceria com Toninho Ferragutti, em 2013, em que resgata clássicos da música brasileira tocados em formato de câmara. Ao lado do baixista Igor Pimenta, lançou em 2015 Come Together Project!, um disco dedicado a obra dos Beatles com arranjos camerísticos. Em 2017 ainda lançou o álbum Neymar Dias Feels Bach, com transcrições de obras de J.S.Bach para viola caipira.

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário.