Chamado à consciência

Com single ‘Capim’, Raissa Fayet discute vícios e hábitos que prejudicam o planeta

Cantora e compositora é a convidada do programa "Hora do Rango" desta quinta-feira (31), na Rádio Brasil Atual

Anne Vilela
Raissa Fayet lançou em setembro o segundo single da trilogia "Zoiúda". “Essa trilogia é um chamado para uma reflexão de novos hábitos, de uma nova consciência. Somos os bois do sistema, vamos nos libertar"

São Paulo — A cantora e compositora Raissa Fayet é a convidada desta quinta-feira (31) do programa Hora do Rango, a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual. Depois de lançar o single Zoiúda, Raissa apresentou em setembro outro single, Capim, ambos da trilogia Zoiúda, que será lançada em EP ainda este ano.

Segundo a artista, Capim faz uma crítica ao impacto que os vícios e costumes do cotidiano causam no planeta. “Capim tem várias simbologias, assim como Zoiúda, porém, são mais do cotidiano: o aprisionamento nos vícios do tempo e das rotinas. Ações que fazemos sem refletir, desde comer carne, fumar, dormir com o celular e assim vai. Como vamos conseguir sair dessa roda sistêmica que nos aprisiona?”, reflete Raissa Fayet.

A trilogia Zoiúda começou a ser elaborada no início de 2019, produzida por Guilherme Kastrup. O EP, que deve ser lançado em breve, conta com as participações de Russo Passapusso e alguns integrantes do grupo Bixiga 70, além de músicos como Du Gomide (guitarra, rabeca, viola e vozes), François Muleka (baixo e vozes), Maurício Fleury (guitarra e teclado) e Guilherme Kastrup (percussão e bateria).

“Essa trilogia é um chamado para uma reflexão de novos hábitos, de uma nova consciência. Somos os bois do sistema, vamos nos libertar… Entender que tudo que precisamos pra sobreviver vem da terra, água, ar e o alimento, estarmos atentos para iniciar na prática a mudança. Abre o Zóio! Zoiuda! Pra matar os mal do mundo!”, exclama Raissa.

A pesquisa musical da cantora e compositora se caracteriza por passar pela cultura popular brasileira, por meio de suas vivências com etnias indígenas e quilombolas, até as músicas nômades ciganas, tuaregs, africanas, com groove e suingue. Suas letras costumam falar sobre espiritualidade, fé, conexão com a natureza, cura e amor, de uma forma política e essencial.

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e também premiado pela APCA, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário, na Rádio Brasil Atual.