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Revelação

Barro leva ao ‘Hora do Rango’ folclore pernambucano, pop e poesia

Artista que "faz discos à moda antiga” é o convidado do programa "Hora do Rango" desta quinta-feira, a partir do meio-dia
Publicado por Luciano Velleda, para a RBA
07:38
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Divulgação

Depois de ter o disco de estreia apontado como um dos melhores de 2016, Barro apresenta o segundo álbum, "Somos"

São Paulo – O cantor pernambucano Barro é o convidado do programa Hora do Rango desta quinta-feira (21), a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual. Depois do álbum de estreia, Miocardio (2016), citado, na ocasião, em diversas listas como um dos melhores do ano, o cantor, compositor e instrumentista lançou, em 2018, o segundo disco, intitulado Somos.

Barro gosta de dizer que “faz discos à moda antiga”, por se propor a contar uma história, embora não renegue a importância da tecnologia e das redes sociais no processo de criação, distribuição e consumo do seu trabalho. O último álbum tem 10 faixas, cinco compostas por ele e as outras tendo como parceiros Rogério Samico, DJ Negralha, Jéssica Caitano e Luiz Gabriel Lopes, além dos co-produtores e músicos Ricardo Fraga (bateria) e Guilherme Assis (baixo), que completam o trio.

“Eu fui um menino que ouvia muito rádio, e gostava de rádio popular. Era um período em que se tocava coisas exclusivas, havia lançamentos, e tudo isso era muito marcante”, relembra Barro, nascido Filipe Barros. “E meu pai é muito musical, sempre me apresentou coisas, desde a trilha de Baile do Menino Deus até Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga… E sobretudo Alceu, quase uma religião lá em casa. Meu pai também fazia algo bem interessante quando contava histórias à noite: ele colocava uma trilha pra rolar, em vinil ou fita-cassete, e ia criando em cima dessa trilha. Se a música fosse mais agitada, a história também seguia esse caminho. Era quase como um improviso sonoro, em que o estímulo do arranjo ia construindo e modificando o rumo da trama. E isso me deu um gosto muito grande de perceber essa parte mais emocional e afetiva que a música traz”, explica o “cantautor”.

Em Somos, a música Seja Você, feita em parceria com Hélder Lopes, abre o álbum com um ouvido nos sons do mundo e outro na tradição do coco de roda. “Eu queria falar sobre processos coletivos. Do que se cria a partir do que não é individual”, explica Barro. “Dentro dessa dimensão, falo dos encontros, de como as relações se tecem, o que eu vejo do outro, o que se constrói junto.” 

Já na faixa Cavalo Marinho, com participação da viola de Hugo Linns, o artista pernambucano eletrifica um dos folguedos mais tradicionais da cultura de seu estado, misturando o seu olhar sobre essa manifestação com citações e trechos de toadas que povoam a memória afetiva. “A ideia de conexão está sempre presente. Falo de coisas locais, mas com uma abordagem mais hip hop, por exemplo. A atmosfera é essa”, destaca.

O programa

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário.