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Depois de 45 anos, banda Ave Sangria está de volta e pousa no ‘Hora do Rango’

Famoso na cena psicodélica pernambucana, grupo abandonou os palcos após sofrer censura, em 1974, e agora retorna com o lançamento de seu segundo álbum, 'Vendavais'
Publicado por Redação RBA
06:48
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Divulgação
Ave Sangria

Com o álbum “Vendavais”, banda Ave Sangria volta aos palcos com canções compostas entre 1969 e 1974, mas nunca gravadas em estúdio

São Paulo — Exatamente 45 anos depois de ser censurada pela ditadura civil-militar, em 1974, e então abandonar os palcos, a banda psicodélica Ave Sangria está de volta e estará no estúdio da Rádio Brasil Atual. O cultuado grupo pernambucano acaba de lançar seu segundo álbum, intitulado Vendavais, com canções compostas entre 1969 e 1974, mas jamais gravadas. O novo trabalho é consequência do fim de um longo período de inatividade que, graças a internet, permitiu a redescoberta da Ave Sangria por um público jovem, a partir de 2008.  

O primeiro álbum, de 1974 e batizado apenas de Ave Sangria, foi censurado poucos meses após o lançamento devido à música Seu Waldir. Segundo a ditadura, a canção ia “contra a moral e os bons costumes da sociedade pernambucana”. Mesmo assim, o disco tornou-se rapidamente um clássico ao lado de outros álbuns do movimento underground de Recife, como Paebiru, de Zé Ramalho e Lula Côrtes; No sub-reino dos metazoários, de Marconi Notaro; Flaviola e o Bando do Sol, de Flaviola; e Satwa, de Laílson e Lula Côrtes. 

Com três de seus seis integrantes originais novamente reunidos — Marco Polo (vocal), Paulo Rafael (guitarra) e Almir de Oliveira (ex-baixista e agora também vocalista), a Ave Sangria tem retomado a carreira com shows aclamados pelo público, como os realizados recentemente no Sesc Belenzinho e na Virada Cultural, em São Paulo; no Centro Cultural Dragão do Mar, no Ceará; e no Festival Psicodália, em Santa Catarina. 

No programa Hora do Rango não faltarão muitas histórias para contar e muitas músicas para tocar ao vivo. 

Assista

Reggae night 

O programa desta quinta-feira (2) recebeu a banda de reggae Veja Luz, que em 2019 completa 10 anos de formação, com uma proposta musical que dialoga com diversas linguagens e estéticas. Influenciada pelo reggae jamaicano e inglês, pelos ritmos afrodescendentes como a soul music, o jazz e o blues, o R&B e o hip hop, e uma boa dose de brasilidade, a Veja Luz contribui para uma musicalidade do reggae brasileiro. 

Em 2012, a banda lançou o primeiro álbum, intitulado Veja Luz, e com ele percorreu o Brasil com shows durante três anos, abrindo as portas para o reggae em casas de espetáculo e festivais que, até então, priorizavam artistas de outros segmentos. Em 2017 foi lançado o álbum Escolhas, com as participações especiais de Black Alien e do cantor jamaicano Al Griffiths (vocalista da banda The Gladiators), além de uma regravação de Chico Buarque e uma intervenção recitada pelo poeta Sérgio Vaz. 

Assista

Ao completar 10 anos de carreira, a Veja Luz acaba da lançar o single Dona da Minha Cabeça, em parceria com o cantor Geraldo Azevedo. A novidade inclui um clipe, no qual é mostrado o processo de produção da música e as trocas entre a banda de reggae e Geraldo Azevedo dentro do Estúdio Casa do Mato, no Rio de Janeiro. A letra de Dona da Minha Cabeça fala sobre uma paixão arrebatadora por uma moça simples e deslumbrante, mas que pode ser interpretada também como uma homenagem à beleza feminina. 

“É preciso provocar reflexões e ao trazer o protagonismo para a figura da mulher, dentro de um contexto de exclusão e violência, pelos quais são submetidas historicamente é, sobretudo, uma forma de dizer não ao machismo estrutural, de forma poética, sutil e de fácil entendimento”, explica o material de divulgação da banda Veja Luz. 

No estúdio da Rádio Brasil Atual, o grupo falou sobre sua história, a parceria com Geraldo Azevedo, contou como está sendo a turnê comemorativa de 10 anos, que iniciou em março e segue com shows até junho, e comentou os planos para o próximo álbum.

O programa 

O Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. 

Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, sempre ao meio-dia.