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Antes de voltar aos palcos, 30 anos depois, Gang 90 vai ao Hora do Rango

Nesta terça, banda surgida com o boom do rock brasileiro dos anos 1980, teve muita história pra cantar

Divulgação
gang 90

Gang 90 relembra importância da banda no momento histórico do rock nacional nos anos 1980 e homenageia Júlio Barroso

São Paulo – O programa Hora do Rango, da Rádio Brasil Atual, recebeu nesta terça-feira (12), a banda de rock Gang 90. Criada pelo jornalista e crítico musical Júlio Barroso, morto em 1984, a banda inspirada nas batidas de Kid Creole and the Kokonuts, Talking Heads e Gang of Four trouxe uma linguagem performática ao repertório do então incipiente pop rock brasileiro. 

Com o show Nossa Onda de Amor Não há Quem Corte programado para os dias 23 e 24 deste mês, no Sesc Pompeia, o grupo traz sucessos que fizeram história, fala dos novos projetos e da homenagem a Barroso, que ganha também o lançamento do livro A Wave Is a Wave, com textos e ilustrações inéditos de Júlio guardados pela tecladista Taciana Barros, uma das “absurdettes” que compunham a banda desde a origem e que participa deste momento de recriação.

Junto com o baixista Paulo Lepetit, integrante da segunda formação, ambos organizam o show que é um convite a uma viagem pelas canções e hits dos discos Essa tal de Gang 90, Rosas & Tigres e Pedra 90, propondo um mergulho na história do rock brasileiro e uma releitura da obra de  Júlio Barroso. A inédita Quero sonhar com você (Lepetit e Taciana) foi composta especialmente para esse reencontro.

“É uma emoção enorme viver essa história novamente e apresentar esse artista genial para a nova geração. As músicas e letras estão mais que atuais e é uma delícia estar com esses amigos e parceiros depois de tantos anos pra fazer um som. As músicas são tremendas encrencas e os ensaios estão muito divertidos. Parece que nunca deixamos de estar juntos”, comemora Taciana.

Ouça como foi a conversa com a banda Gang 90:

E o Samba passou

O programa Hora do Rango ainda recebeu nesta segunda-feira (11) um grupo que faz parte da memória da música brasileira, Os Originais Do Samba. Com mais de 20 álbuns lançados, o grupo foi formado na década de 1960, no Rio de Janeiro, por ritmistas de escolas de samba.

Eles participaram de festivais, ganharam discos de ouro e fizeram história combinando qualidade, suingue e bom humor. Sua primeira formação contava com o mestre Bidi e o ex-trapalhão Mussum. Hoje, é composto por Juninho, Rogério, Marcos e Bigode, o único remanescente da formação original.

Com agenda sempre lotada, o quarteto segue levando muito entretenimento e alegria em seus shows e prepara um novo trabalho previsto para março deste ano.

No programa, Os Originais do Samba tocaram ao vivo, falaram sobre os novos projetos e contaram histórias dos mais de 50 anos de carreira. 

Escute como foi o bate-papo com Os Originais do Samba:

Quem vem lá

Na quarta (13), a cantora e compositora Anna Setton mostra seu trabalho autoral inspirado numa carreira de mais de uma década cantado sambas, choros e clássico da música brasileira.

O compositor Tuia e o violeiro Ricardo Vignini celebram, no programa de quinta (14), raízes e frutos do folk brasileiro, em disco que traz clássicos de Zé Rodrix, Sá & Guarabira e Zé Geraldo. E na sexta, o grupo Casuarina traz a sua enciclopédia do samba. 

Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. 

Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, sempre ao meio-dia.

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