A partir de domingo

Porto Alegre recebe 23 espetáculos no Festival Internacional de Teatro de Rua

Divulgação Espetáculo francês “A Sagração da Primavera” será apresentado no Recanto Europeu da Redenção no dia 27 de abril Porto Alegre – A partir deste domingo, 20 de abril, iniciam […]

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Espetáculo francês “A Sagração da Primavera” será apresentado no Recanto Europeu da Redenção no dia 27 de abril

Porto Alegre – A partir deste domingo, 20 de abril, iniciam as atividades do 6º Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre, que distribuirá apresentações de diferentes grupos em diversos pontos da cidade, e traz a arte de rua para o centro das discussões em encontros de conversa. Ao todo, são 23 espetáculos, que realizam cerca de 60 apresentações em 25 bairros da Capital, contemplando as 17 regiões do município.

O festival traz à cidade o grupo Générik Vampeur, da França, e Roger Bernat, da Espanha, além de grupos do Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Itajaí, Porto Alegre, Caxias do Sul, e Canoas. “A edição deste ano tem um recorte conceitual pensado muito nas manifestações de junho. Isso em função também de uma demanda de produção, daquilo que se apresentou nas inscrições. Vários espetáculos têm a característica de serem itinerantes, vários têm um discurso de uma determinada reivindicação, foi o que a gente viu nas ruas”, explica o idealizador do evento, Alexandre Vargas.

Dos dias 23 a 25, ocorrerão apresentações em diversos pontos da Rua dos Andradas e do Largo Glênio Peres. Entre 20 e 26, os espetáculos ocorrerão de forma descentralizada em bairros e praças da cidade. E no dia 27 de abril, as atividades acontecerão no Brique da Redenção.

O espetáculo Bivouac, da companhia francesa GenerikVapeur, percorrerá a esquina da Rua da República com a Lima e Silva às 20h do dia 26 de abril e também estará presente na Redenção às 17h do dia 27. Trata-se de uma apresentação que percorre os logradouros em uma procissão de atores pintados de azul, juntamente com um trio elétrico e um cachorro metálico incandescente. Os artistas rodam barris e formam uma espécie de “horda primitiva”, de acordo com a descrição da peça. A intenção dos criadores da atração – Cathy Avram e Pierre Berthelot – é promover uma mistura entre teatro, dança, música, vídeo, imagens e uso de maquinários.

Já o espetáculo A Sagração da Primavera será apresentado no Recanto Europeu da Redenção, às 19h e às 21h do dia 27 de abril. Trata-se de uma encenação de Roger Bernat sobre a coreografia de Pina Bausche, com a música de Igor Stravinsky. O público é convidado a assistir à peça com fones de ouvido, que transmitem diferentes vozes em três canais de som.

Grupos nacionais e locais

Seis grupos brasileiros de outros estados também marcarão presença no festival. Os goianos do grupo Teatro que Roda apresentarão o espetáculo Das saborosas aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu fiel escudeiro Sancho Pança, que conta a história de um executivo enjoado de sua rotina que mergulha em um mundo imaginário onde incorpora a figura de Dom Quixote. A peça será exibida às 16h do dia 25 de abril, no Largo Glênio Peres, e no dia 27 de abril, às 15h, no Monumento ao Expedicionário da Redenção.

De Brasília, o grupo Cia de Teatro Andaime apresentará o espetáculo Serpentes que fumam, classificado como um coletivo de ações, intervenções e performances realizados em espaços públicos. Os artistas entregam gentilezas para o público e têm a intenção de deslocar o foco do objeto cênico para a ação – objetivo exposto no Manifesto Futurista.
O festival também contará com apresentações de 15 grupos de teatro de rua de Porto Alegre. Nomes conhecidos da cidade, como a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveis, o Povo da Rua Teatro de Grupo e a Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela irão percorrer as ruas da Capital com espetáculos.

O Ói Nóis Aqui Traveis apresentará a encenação Onde? Ação nº 2, que provoca reflexões sobre a repressão durante a ditadura militar brasileira e grita em praça pública o nome dos desaparecidos políticos no país. Já o Levanta Favela apresentará a peça A belíssima fábula de Xuá-xuá, que é uma adaptação livre do texto homônimo de Augusto Boal. O grupo utiliza uma fábula chinesa para recontar a história da origem do teatro e reafirmar essa arte enquanto manifestação cultural.